Guerra comercial leva G-20 a lançar manifesto

Lorenna Rodrigues - 19/07/2018 07:00


Em resposta à guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos e ao aumento do protecionismo no mundo, representantes de entidades empresariais de países do G-20 divulgam nesta quinta-feira, 19, um manifesto.

O documento pede que os líderes do grupo se comprometam a manter mercados abertos e não imponham novas barreiras protecionistas, reforcem o funcionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tomem medidas contra a concorrência desleal e os subsídios industriais, entre outros pontos. "Apelamos aos líderes do G-20 no sentido de que assumam a sua responsabilidade e garantam as bases necessárias para a cooperação multilateral", afirma o manifesto, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso.

A manifestação ocorrerá em Buenos Aires, após reunião da Coligação Mundial de Empresas (GBC), na sigla em inglês, que reúne representantes de 14 países do G-20. O encontro precede a reunião de ministros de Economia do G-20 marcada para sexta-feira, também em Buenos Aires. O Brasil é representado no grupo pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Assinam o documento, ainda, entidades dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e União Europeia.

O diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes, disse que o agravamento da guerra comercial é a questão mais preocupante no momento para o setor empresarial e que o tema será discutido também no encontro dos ministros do G-20. "A manifestação mostra que o comércio é importante e o multilateralismo está sob ameaça. O protecionismo tem aumentado e os países estão submetidos a ações unilaterais", afirmou.

As entidades abrem o texto reforçando que o comércio e os investimentos entre os países é essencial para o crescimento sustentável e a criação de empregos, mas, apesar disso, o "consenso a favor da cooperação multilateral está perdendo força no G-20". Segundo o documento, os membros do G-20 adotaram mais de 600 medidas restritivas ao comércio no período de outubro de 2008 a outubro de 2017, antes mesmo das tarifas que vêm sendo impostas pelos EUA e por outros países neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.


Participe! comente esta notícia
informe o seu nome.
@
por favor um e-mail válido
T

Veja Também

Johnson afirma que tem "poderoso novo mandato" para buscar Brexit

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que aparentemente seu Partido Conservador conseguiu "um poderoso novo mandato para concluir...

13/12/2019 13:19
Comitê da Câmara aprova artigos de acusação de impeachment contra Trump

O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes aprovou nesta sexta-feira dois artigos da acusação de impeachment contra o presidente dos Estados...

13/12/2019 13:00
Macron cede, mas sindicatos mantêm greve na França

A França entrou nesta quinta-feira, 12, no oitavo dia de greve contra a reforma da previdência do presidente Emmanuel Macron. Pela primeira vez, o...

13/12/2019 07:43

Últimas Notícias

Policial

Deic prende seis envolvidos em roubos de carga

A Polícia Civil deteve, nesta quinta-feira, 13/12, seis pessoas envolvidas em roubo de cargas. As prisões foram realizadas, após...

13/12/2019 13:50

Policial

Dise Guarulhos apreende drogas, arma, munições e anotações do tráfico de drogas em Cumbica

Após dois meses de investigações a Divisão de Investigação Sobre Entorpecentes Guarulhos (DISE) deteve na...

13/12/2019 13:00

Cidades

Ação social realiza 310 atendimentos na semana do aniversário de Guarulhos

Um total de 310 atendimentos, sendo 160 de depilação e 150 de manicure, foram realizados gratuitamente...

13/12/2019 12:30