Domingo, 31 de Maio de 2020
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Ministro do Supremo libera vídeo de reunião ministerial citada por Moro em depoimento contra Bolsonaro

Leia o que o presidente disse no trecho em que foi acusado por Sérgio Moro de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal

Por Redação GuarulhosWeb

22 de Maio de 2020 as 17:55

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, autorizou nesta sexta-feira, 22/5, a divulgação da íntegra do vídeo de uma reunião ministerial ocorrida em 22/4 que, segundo o ex-ministro Sergio Moro, serviria como prova na investigação da tentativa do presidente Jair Bolsonaro de intervir na Polícia Federal.


"Determino o levantamento da nota de sigilo imposta em despacho por mim proferido no dia 08/05/2020 (Petição nº 29.860/2020), liberando integralmente, em consequência, tanto o conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22/04/2020, no Palácio do Planalto, quanto o teor da gravação referente a mencionado encontro de Ministros de Estado e de outras autoridades", escreveu o ministro na decisão.


No conteúdo, falas fortes de Bolsonaro chamaram a atenção. Ele xinga os governadores de São Paulo, João Doria e Rio de Janeiro e afirmou que "É fácil implantar uma ditadura no Brasil". Em seguida, justificou. "Por isso eu quero que o ministro da Justiça, ministro da Defesa, que o povo se arme, porque é fácil impor uma ditadura aqui. Se eu fosse ditador, eu queria desarmar a população como todos fizeram no passado, quando quiseram impor a ditadura no Brasil. Eu não quero uma ditadura", completou.


No trecho que foi acusado por Sérgio Moro de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal, Bolsonaro disse. "Aí a b... da Folha de São Paulo, diz que meu irmão foi expulso dum açougue em Registro, que tava comprando carne sem máscara. Comprovou no papel, tava em São Paulo esse dia. O dono do açougue falou que ele não tava lá. E fica por isso mesmo. Eu sei que é problema dele, né? Mas é a p... o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar f... a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro", enfatizou.