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Vídeo de reunião ministerial mostra Bolsonaro xingando Doria e Witzel

Presidente fazia alusão às medidas de combate ao coronavírus quando fez referências aos governadores

Por Foto: Foto: Marcos Corrêa / PR

22 de Maio de 2020 as 18:30

Durante a reunião dos ministérios, divulgada após liberação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, o presidente Jair Bolsonaro se referiu ao governador de São Paulo, João Doria, como "b.." a respeito das medidas de combate ao coronavírus.


"Os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade. O que esses caras fizeram com o vírus, esse b... desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso. Aproveitaram o vírus, tá um b...(sic) de um prefeito lá de Manaus agora, abrindo covas coletivas. Que quem não conhece a história dele, que eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado", disse Bolsonaro.


Em alusão ao retorno das atividades econômicas, o presidente diz que existem pessoas passando fome nas ruas "Nós não podemos esquecer o que é esse povo. Eu vou convidar os ministros pra domingo ir passar na Ceilância e Taguatinga. É convite, não é missão não. Convite. Pra ver como é que tá. O cara na esquina, pra vir uns m...(sic) pra falar aí, né? Uns m... de sempre. Ah! O cara rompeu o isolamento. Tá dando um péssimo exemplo. Tá péssimo exemplo é o c..., pô! Pior é tá passando fome! Sentir o cheiro de povo, como eu falei, lá. É uma experiência pra todo político sentir! Ir lá ver como é que tá o negócio", completou.


A respeito da forma de governar o país, Bolsonaro enfatiza que vai impor sua forma de governar e sugere pra, quem não concorda com a política adotada na administração, aguarde a eleição de 2022. "É. Quem não aceitar a minha, as minhas bandeiras, Damares: família, Deus, Brasil, armamento, liberdade de expressão, livre mercado. Quem não aceitar isso, está no governo errado. Esperem pra vinte e dois, né? O seu Álvaro Dias. Espere o Alckmin. Espere o Haddad. Ou talvez o Lula, né? E vai ser feliz com eles, pô! No meu governo tá errado! É escancarar a questão do armamento aqui. Eu quero todo mundo armado! Que povo armado jamais será escravizado. E que cada um faça, exerça o teu papel. Se exponha. Aqui eu já falei: perde o ministério quem for elogiado pela folha ou pelo globo", conclui.