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'É preciso enfrentar o racismo e o fascismo', diz Giovanna Ewbank

Giovanna Ewbank; racismo; facismo

Por Camila Tuchlinski

02 de Junho de 2020 as 10:14

"Você está cansada? Eu também.

Exausta.

Assistimos diariamente a violação da vida, do respeito, da dignidade humana".

Assim começa o desabafo de Giovanna Ewbank nas redes sociais.

Publicado o texto nesta segunda-feira, dia 1º, a modelo falou sobre os casos de violência contra negros que estão ocorrendo no Brasil e no mundo.

"Um pai de família é estrangulado à luz do dia.

Um casal é arrancado de seu carro e preso sem motivos.

Um menino é fuzilado dentro de casa e seu corpo sequestrado.

Um repórter é algemado ao vivo.

Em comum a cor da pele e a ação violenta do Estado.

As câmeras registram o racismo nosso de cada dia", afirma.

Giovanna e o ator Bruno Gagliasso são pais de Titi, de seis anos, e de Bless, cinco, ambos adotados no continente africano.

Agora, eles estão a espera do terceiro filho, um menino, que se chamará Zyon.

A modelo demonstra preocupação com a escalada do racismo e a segurança dos filhos.

"A preocupação com o futuro dos filhos é inevitável e um grito de revolta fica entalado na garganta.

Quando conversamos com amigos e familiares, a sensação é a mesma.

Todos fartos de ver uma estrutura que tortura pessoas pobres e pretas, que silencia ideias, que persegue e intimida cidadãos.

Até o dia que o copo transborda e surge uma resposta à essa violência.

O povo preto toma as ruas.

As torcidas baixam bandeiras e se unem pela democracia.

Em todo mundo, mais e mais pessoas compreendem o momento e se juntam à luta", afirma.

Para Giovanna, as pessoas precisam sair às ruas e enfrentar o racismo e o fascismo.

"Cada um com as ferramentas de que dispõe e todos unidos por uma sociedade que respeite o cidadão e a vida.

Somos muitos, somos diversos.

O antifascismo é o que nos une.

Lutar contra a opressão, contra o autoritarismo, contra o racismo, contra a política da morte é a nossa força.

Acima de tudo, a vida.

A revolução começou e nada será capaz de deter.

Essa luta é de todos nós", conclui.