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Arte 1 exibe clássico de Michelangelo Antonioni

TV/MICHELANGELO ANTONIONI/BLOW UP

Por Luiz Carlos Merten

22 de Junho de 2020 as 07:07

Michelangelo Antonioni iniciou os anos 1960 com os filmes que compõem a trilogia da solidão e da incomunicabilidade - A Aventura, A Noite, O Eclipse.

Em 1963, a alienação burguesa virou neurose no 'caso' Giovanna, a protagonista de O Deserto Vermelho - que no Brasil se chamou O Dilema de Uma Vida.

Com Blow-Up, de 1967, iniciou nova fase - lançou-se ao mundo.

No Brasil, o filme virou Depois Daquele Beijo.

Passa nesta segunda, 22, às 23 h, no Cineclube do Arte 1, que, na segunda passada, revisitou outro Antonioni, As amigas, de 1955.

Com Blow-Up, ele foi a Londres, e fez um dos filmes definidores da década.

O mundo estava mudando.

Pílula, minissaia, Beatles.

Todo esse receituário compunha o que se chamava de Swinging London.

Antonioni foi investigar as mudanças.

Trouxe a nova alienação.

Um fotógrafo, Thomas.

A câmera é extensão do seu olho.

Tira fotos de um casal num parque.

Ao revelá-las, descobre que um crime foi cometido.

Volta ao parque e não encontra o corpo.

Sem cadáver, não há crime.

A cidade explode num concerto de música.

Thomas confronta-se com seu vazio.

Antonioni baseou-se num original de Júlio Cortázar, Las Babas del Diablo.

Bebeu na fonte de Hitchcock, Janela Indiscreta.

Ganhou a Palma de Ouro, no filme que tem David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles.