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Brasil deve ter acordo para vacina de Oxford

CORONAVÍRUS/BRASIL/VACINA/OXFORD/ACORDO

Por Pedro Caramuru

24 de Junho de 2020 as 07:52

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça, 23, à comissão mista do Congresso que acompanha as medidas de enfrentamento à pandemia que o Brasil deve assinar esta semana acordo com a Universidade de Oxford para produzir uma possível vacina contra a covid-19.

O produto é o imunizante mais promissor em teste.

"Já estamos com a ligações paralelas com a Universidade e com a AstraZeneca (farmacêutica) já bem adiantadas, envolvendo a Fiocruz, a Bio-Manguinhos.

E a Casa Civil está analisando essa assinatura para os próximos momentos, de hoje para amanhã.

" Pazuello afirmou ainda que o governo também estuda parcerias similares para outras vacinas promissoras.

"As outras iniciativas são referentes à Moderna, que é americana, e a uma chinesa, na mesma linha de São Paulo.

Isso nós estamos trabalhando em paralelo.

E, sim, é o objetivo número um do SUS e do ministério que a gente tenha acesso e entrada direta junto à estrutura de fabricação, para que a gente não perca o bonde, para podermos participar e ter a liberdade de fabricar a vacina, de não só a comprar.

" O diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas, ainda disse ontem estar muito otimista com a possibilidade de que o governo do Estado de São Paulo tenha, até o fim deste ano, uma vacina contra o novo coronavírus.

No dia 11, o governador do Estado, João Doria (PSDB), anunciou uma parceria entre o Instituto Butantã e a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção de um antígeno.

Segundo Covas, o instituto está "fortemente empenhado" no desenvolvimento de um agente imunizador.

Covas reforçou o cronograma que havia sido divulgado da realização de um estudo clínico até o fim de outubro e, caso seja aprovado, da produção da vacina no início do próximo ano.

Orçamento O ministro interino lembrou que o orçamento previa para a área de Saúde cerca de R$ 140 bilhões, em 2020.

Outros 40 bilhões foram destinados pelo Congresso Nacional por meio de créditos extraordinários para o combate à pandemia.

Mas Pazuello reconheceu que apenas 11 bilhões desses recursos, o equivalente a um terço, foram gastos até agora, por diversos entraves.

(COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA SENADO) As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.