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Colégios vão priorizar infantil e 3º médio

coronavírus; SP; retomada; aulas; Abepar

Por Ludimila Honorato

25 de Junho de 2020 as 07:14

O plano de retomada pegou alguns colégios da capital paulista de surpresa, pois já esperavam um retorno para agosto com 20% dos alunos.

A possibilidade de estender o prazo para setembro e ampliar o contingente para 35% fez as instituições repensarem o planejamento: a maioria pretende voltar com todas as séries, mas dando prioridade ao ensino infantil e ao 3º ano do ensino médio.

O diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Mauro Aguiar, disse que a entidade fará uma reunião hoje para discutir as medidas.

Os diretores de alguns colégios, porém, já têm em mente como farão essa retomada.

Aguiar, que também dirige o Colégio Bandeirantes, disse que no plano anterior da escola, com retorno previsto para agosto, a prioridade eram os alunos do 3º ano do ensino médio - e continua sendo.

"Eles iriam todos os dias para a escola, porque vão fazer vestibular no fim do ano e você tem de checar como está o aproveitamento deles, precisamos avaliar bem qual a situação deles.

Agora vamos ter de replanejar tudo, melhorar um pouco", afirma.

Para garantir as medidas de segurança em saúde, o Bandeirantes terá consultoria do Hospital sírio-libanês.

No Morumbi, o Colégio Miguel de Cervantes está estudando a retomada das aulas presenciais há um tempo, segundo a diretora-geral Lourdes Ballesteros.

"Felizmente, nós temos um colégio com muito espaço e agora ampliamos, então para nós será mais fácil", disse.

A escola também vai voltar com todas as séries e com prioridade para o ensino infantil, principalmente para amenizar a preocupação de pais que terão de retornar ao trabalho, e 3º ano do ensino médio.

A instituição também contratou uma consultoria do Hospital Israelita Albert.

Já no Colégio Santa Maria, a diretora Diane Clay Cundiff diz que a escola tem condições de já voltar com 100% dos estudantes e evita falar sobre quais farão parte da primeira fase da retomada proposta pelo governo.

"Vamos precisar é chegar em setembro e olhar a realidade.

" Apesar disso, ela cita que a prioridade seriam as crianças do primário, por causa dos pais que vão voltar ao trabalho.

A Escola da Vila ainda avalia o cenário.

Carlos Borlass, diretor-geral do Colégio Marista Arquidiocesano, afirma que tudo já começou a ser preparado.

"Vamos fornecer para todos os alunos máscaras, álcool em gel e saquinhos para permitir que o aluno possa fazer substituição da máscara.

Temos proteção para todos os funcionários e delimitamos espaço nas salas.

" Sindicatos Em nota, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) afirma que "vai aguardar a publicação do decreto que definirá as regras gerais", apesar de ver positivamente a busca por uma solução.

Já o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo emitiu nota de repúdio contra a retomada de aulas só em 8 de setembro.

"A escola particular não pode ser culpabilizada e nem ser refém do demorado tempo das redes públicas estaduais e municipais, que ainda não estão preparadas para promover a volta dos seus alunos à sala de aula.

" Já para a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, a volta foi "prematura".

"Estou muito preocupada.

É difícil adaptar prédios escolares.

" (Colaborou Guilherme Amaro) As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.