Sexta Feira, 03 de Julho de 2020
(11) 94702-3664 Whatsapp

Melo vê circuito aprendendo com erros de exibição e aponta US Open mais cauteloso

tênis; coronavírus; Marcelo Melo; Djokovic; circuito

Por Felipe Rosa Mendes

25 de Junho de 2020 as 07:00

Um dos tenistas mais experientes do circuito, Marcelo Melo acredita que o mundo do tênis precisa aprender com os erros cometidos nas controversas exibições lideradas pelo sérvio Novak Djokovic na Europa.

E aposta que o US Open contará com regras mais rígidas para reduzir as chances de contaminação por covid-19, em agosto.

"Temos de olhar pelo lado positivo.

De aprender com os erros que foram cometidos na exibição e que acabam justificando as medidas que estão sendo tomadas para o retorno do circuito em agosto.

Agora, o US Open tem ainda mais razão para a adoção das novas regras e que todos sigam isso para jogar", disse o duplista.

As exibições promovidas pelo número 1 do mundo se tornaram o foco de atenção do mundo do tênis nos últimos dias porque foram realizadas sem qualquer restrição de distanciamento social, em meio à pandemia.

Houve aglomeração nas arquibancadas e em eventos de patrocinadores, incluindo o chamado Kid's Day, quando tenistas interagem com crianças e adolescentes.

Por consequência, quatro tenistas confirmaram a contaminação por covid-19 nos últimos dias.

Além do próprio Djokovic, foram infectados o búlgaro Grigor Dimitrov, o croata Borna Coric e o sérvio Viktor Troicki.

As esposas dos dois tenistas da Sérvia também deram positivo.

O mesmo aconteceu com o técnico Christian Groh e o preparador físico Marko Paniki.

"Mostra que realmente temos de usar as máscaras, de seguir o distanciamento social, limitando as pessoas que estarão lá.

Deixar os jogadores alertas de que têm de cumprir as normas, senão pode se repetir o que ocorreu na exibição.

Nos Estados Unidos, o protocolo será totalmente diferente.

Vamos ficar isolados em um hotel.

Também não terá público", aponta o brasileiro, atual número cinco do mundo nas duplas.

Melo reprovou o formato utilizado pelo torneio de exibição, realizado na Sérvia e na Croácia.

"Acho que eles não tiveram a preocupação que hoje o mundo todo está tendo.

De usar máscara, de distanciamento social.

De repente, o evento poderia ter sido disputado, mas de outra forma, para minimizar os riscos.

A exibição foi feita em um mundo que a gente, infelizmente, não está vivendo.

Esperamos voltar a essa realidade o quanto antes, mas agora não podemos jogar desse jeito.

" O tenista acredita que a série de contaminações nas exibições não deve afetar o planejamento de retomada do circuito em agosto.

A temporada feminina voltará no dia 3 de agosto, em Palermo.

Os primeiros jogos masculinos serão em Washington, nos Estados Unidos, no dia 14 do mesmo mês.

Mas admite que o risco de contágio vai exigir maior atenção dos organizadores.

Por isso, ele aprovou a redução do tamanho da chave de duplas no US Open, o primeiro Grand Slam a ser disputado após a paralisação do circuito.

A competição terá apenas 32 duplas, em vez das tradicionais 64.

"Impossível hoje, pelas condições, realizar uma chave de duplas completa.

É preciso reduzir o número de pessoas para poder seguir todo esse protocolo de segurança.

Não tem jeito.

Difícil agradar a todos, alguns vão sair prejudicados.

Mas o melhor é estar reorganizando o torneio, movimentando o tênis".

O duplista, que forma parceria com o polonês Lukasz Kubot, ainda não definiu qual será o seu calendário no retorno dos torneios.

"Eu e o Kubot vamos jogar, com certeza, os torneios dos Estados Unidos e aí conversar para definir quais os torneios, quais os cenários, pois às vezes mudamos um ou outro dependendo do resultado.

Não vejo como sacrificante esse circuito.

São três torneios, depois a Europa.

Mesmo a mudança de piso, vamos ter um intervalo, provavelmente, dependendo do resultado.

"