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Alexandre Baldy é solto após decisão liminar de Gilmar Mendes

A prisão do secretário de transportes de São Paulo aconteceu na quinta-feira, 6/08

Por Foto: Neto Talmeli/Prefeitura de Uberaba

08 de Agosto de 2020 as 08:29

O secretário de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy (PP), deixou o prédio da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, por volta de 2h45 deste sábado, 8/08, após uma decisão liminar (temporária), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Baldy estava preso desde esta quinta-feira por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Os advogados do secretário recorreram ao STF para solicitar a liberdade afirmando que a detenção seria “condução coercitiva travestida de prisão temporária”

Na decisão de quinta-feira, 6/08, Bretas citou um relatório do Coaf que levanta indícios de que Baldy escondeu dinheiro recebido de propina. As investigações sugerem que ele tenha sido beneficiado por repasses de gestores da Pró-Saúde, uma OS, no período em que foi deputado federal e ministro das Cidades (2014 a 2018).

A PF apreendeu R$ 250 mil em endereços ligados a Baldy. Em um imóvel de Brasília, agentes encontraram R$ 90 mil. Também alvo de mandado, um local em Goiânia continha R$ 115 mil, também apreendidos. Em São Paulo, o montante retido pela corporação foi de R$ 45 mil. Baldy pediu licença de 30 dias do cargo no governo paulista para trabalhar a sua defesa.

Baldy e seus familiares já foram investigados por ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira durante sua atuação como Secretário da Indústria e Comércio do estado, entre 2010 e 2012

Segundo os advogados Pierpaolo Bottini, Alexandre Jobim e Tiago Rocha, a decisão sanou uma injustiça brutal. "Não há um indicio de atos ilícitos praticados por Alexandre Baldy", dizem, em nota. "Os valores apreendidos em sua residência estavam declarados no imposto de renda, como todos os seus bens. Fez-se um espetáculo sobre o nada. O Supremo colocou as coisas em seu devido lugar, cumprindo seu papel de guardião da Constituição e da dignidade humana".


Fonte: O Globo