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Apple renova linha de produtos e dobra aposta em serviço

Apple; produtos; renovação

Por Bruno Capelas e Giovanna Wolf

16 de Setembro de 2020 as 07:13

Empresa mais valiosa do mundo, a Apple rompeu ontem com uma tradição que durava mais de uma década: anunciar um novo modelo de iPhone na primeira quinzena de setembro.

Em evento transmitido pela internet por conta da pandemia, a empresa comandada por Tim Cook não trouxe novidades sobre seu novo celular.

No lugar disso, renovou sua linha de produtos com modelos do tablet iPad e do relógio inteligente Apple Watch, além de reforçar sua aposta no setor de serviços.

Com preços a partir de R$ 5,3 mil no Brasil, mas sem data para chegar às lojas daqui, o Apple Watch Series 6 trouxe as novidades mais interessantes do dia em termos de tecnologia: a partir de agora, o relógio da Apple poderá também medir o nível de oxigênio no sangue dos usuários - modelos anteriores já tinham funções relacionadas à saúde, como executar um exame de eletrocardiograma.

O modelo terá ainda uma nova opção de pulseira, sem presilha: inteiramente feita de silicone, a Solo Loop será elástica e terá diferentes tamanhos para os pulsos dos consumidores.

Além disso, a Apple lançou o Apple Watch SE, versão "mais acessível" do relógio e que chega ao País a partir de R$ 3,8 mil.

Quanto aos tablets, a principal novidade ficou por conta da chegada do chip A14 Bionic, presente na nova edição do iPad Air.

Capaz de executar até 11 trilhões de operações por segundo, o processador deve também ser o cérebro do iPhone 12, cujo anúncio é esperado para outubro, segundo analistas.

A expectativa é de que sejam anunciados quatro novos modelos - alguns deles, com a tecnologia de conectividade 5G.

Assinaturas Visto como o futuro da Apple, o setor de serviços teve dois lançamentos.

Sem data prevista para chegar ao Brasil, o Apple Fitness+ é um "serviço de streaming de atividade física", com treinos de 10 modalidades e integração com o Apple Watch.

Custará US$ 10 por mês.

Já o Apple One é um "pacotão" de assinaturas - o plano mais barato, no Brasil, reunirá serviços de música, jogos, filmes e séries e armazenamento na nuvem por R$ 26,50 ao mês.

Estreia em outubro.

Preços Após o anúncio dos novos modelos de Apple Watch e iPad, a Apple subiu o preço de versões antigas dos aparelhos no Brasil.

Vendido no País desde 2017, o Apple Watch 3 ficou R$ 700 mais caro na versão de 44mm de diâmetro, por exemplo.

Em alguns casos, o reajuste passou de R$ 3 mil - como no modelo mais caro do iPad Pro de 12,9 polegadas, que saltou de R$ 16,8 mil para R$ 20 mil.

Segundo a empresa, a alta nos preços se deve principalmente à desvalorização do real frente ao dólar.

Nos EUA, os preços do modelos antigos continuaram os mesmos após o evento.

O movimento é contrário ao que aconteceu nos últimos anos no País, quando preços de aparelhos costumavam cair com o lançamento dos novos modelos.

As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.