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Contra o tráfico, Colômbia e EUA retomam ações militares

COLÔMBIA/EUA/AÇÕES MILITARES/RETOMADA

Por Redação GuarulhosWeb

16 de Setembro de 2020 as 06:57

Colômbia e EUA retomarão exercícios militares aéreos e marítimos contra o narcotráfico no Caribe, informou nesta terça, 15, a Força Aérea Colombiana.

As ações começam na sexta-feira, 18, e terminam na segunda-feira, 21.

Segundo o Comando Sul dos EUA, as manobras têm como objetivo "neutralizar as atividades ilícitas a serviço do crime de narcotráfico internacional".

Os exercícios serão realizados na área marítima de Coveñas.

Composta por 53 efetivos, o grupo interrompeu suas atividades no começo de julho, quando o Congresso colombiano fez uma reclamação formal de que as ações não tinham sido autorizadas, como determina a lei que trata do "trânsito de tropas estrangeiras" no país.

O governo da Colômbia decidiu, porém, retomar as ações da brigada em 20 de julho, por considerar ser óbvio a cooperação dos americanos nas ações contra o narcotráfico.

O presidente Iván Duque planeja reforçar sua luta contra o tráfico de drogas em razão do aumento da violência em algumas regiões do país.

Pelo menos 218 pessoas já morreram em 55 massacres registrados neste ano, de acordo com o observatório independente de violência Indepaz.

Somente após 11 de agosto, 64 pessoas foram mortas em 15 ataques.

As autoridades colombianas responsabilizam pela violência os grupos que financiam a produção de cocaína exportada para EUA e Europa.

Em troca da ajuda contra o crime organizado, a Colômbia, acompanha os EUA em sua ofensiva diplomática e comercial para forçar uma mudança de governo da Venezuela, que mostra preocupação com as atividades dos dois países na fronteira e com os exercícios militares no Caribe.

Os EUA realizam já há algum tempo voos de inteligência na fronteira entre Colômbia e Venezuela, uma região onde está localizado grande parte do equipamento russo de defesa antiaérea operado pelos venezuelanos.

Por enquanto, não foram registrados incidentes.

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS) As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.