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Luxemburgo diz que Palmeiras tem de crescer para 'coisas mais difíceis' que virão

futebol; Palmeiras; Vanderlei Luxemburgo

Por Redação GuarulhosWeb

28 de Setembro de 2020 as 07:30

Cinco jogos sem ganhar atuando no estádio Allianz Parque, série frustrante de empates e futebol bem abaixo do esperado.

O Palmeiras não engata na temporada e o técnico Vanderlei Luxemburgo alerta que competições importantes estão se afunilando e está na hora de o time voltar a jogar bem.

"A gente está tentando, buscando.

Vai daqui, vai dali, mexe, tenta dar consistência.

Mas a equipe hoje não tem regularidade", reconheceu o técnico.

"Temos uma mescla com jovens que estão chegando e até ajeitar, encaixar, leva tempo".

O tempo, porém, vai virar inimigo em breve.

O Palmeiras tem vaga bem encaminhada na Copa Libertadores e logo entra na Copa do Brasil.

As fases de mata-matas não aceitarão deslizes e o futebol terá de ser seguro, pois não haverá segunda chance.

Nessa tecla que Luxemburgo bate para tentar "acordar" o grupo.

"Temos nos empenhado a buscar o melhor e a equipe tem como render mais.

Buscamos reconstruir o caminho do equilíbrio, pois temos coisas difíceis pela frente, busca de vaga na Libertadores, a Copa do Brasil.

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" Ciente do desempenho aquém, Luxemburgo aceita as cobranças do torcedor.

Ele admite que o rendimento está abaixo do esperado, mas faz um alerta.

"As cobranças sobre o rendimento procedem, mas o torcedor tem de entender que esse é o elenco que temos até o fim da temporada, salvo uma ou outra contratação que pode acontecer", afirmou.

"Não adianta crucificar A, B ou C, como culpado, matando o jogador", pediu.

Luxemburgo vem sofrendo com os altos e baixos de Rony, por exemplo.

E pede que a mesma calma com a qual está lidando com o atacante, seja utilizado pelos palmeirenses com alguns peças do elenco.

"Não quero perder o Rony, então vou trabalhar com calma.

Então tiro, coloco.

Ele foi bem na Bolívia, achei que ia pegar no breu.

Mas caiu depois.

Tem de pegar confiança".

O comandante lamenta não ter o apoio do torcedor e vê, nas arquibancadas vazias, um motivo a mais para o time não embalar.

"O torcedor faz muita falta.

Os adversários vêm jogar na nossa casa, se fecham e o jogo fica gelado.

Precisamos do calor humano, mas é algo mundial, não é exclusividade do Palmeiras", completou.