Segunda Feira, 19 de Abril de 2021

ACE-Guarulhos defende ampliação do horário de funcionamento do comércio

Restrição por causa da regressão à fase amarela do Plano SP aumenta o risco de contaminação

Por Redação GuarulhosWeb

03 de Dezembro de 2020 as 17:58

A Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos defende a ampliação do horário de funcionamento do comércio como forma de diminuir o risco de contaminação pelo coronavírus. A atualização do Plano SP, do Governo do Estado, nesta semana, colocou Guarulhos e todo o estado de São Paulo em uma fase anterior na flexibilização, reduzindo o tempo de abertura das atividades econômicas.

Na avaliação da ACE-Guaurulhos, a medida aumenta o risco de contaminação, pelo fato de forçar as pessoas a se deslocarem para realizar suas compras em períodos restritos de horas, ao invés de distribuir a demanda em um espaço de abrangência maior de tempo.

“Nós corroboramos com o que defendem diversos especialistas em saúde, que logicamente apontam para o risco maior de aglomeração em períodos mais curtos de funcionamento do comércio. Estamos em mês de aumento de compras por causa do Natal e devemos pensar na preservação da saúde, sem descuidar da proteção à economia local, que já sofreu bastante em 2020”, afirmou o presidente Silvio Alves.

A ACE-Guarulhos iniciou, nesta quinta-feira, 3/12, uma campanha em conjunto com o Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Guarulhos) pregando a ampliação do horário de funcionamento do comércio. É o que defende, também, a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), que divulgou nota no início desta semana.

“A Facesp lamenta as decisões tomadas pelo governo”, afirma o presidente da federação, Alfredo Cotait. “Os comerciantes não podem ser mais uma vez penalizados, já que estão cumprindo todas as normas de segurança. Horários e capacidades restritivas podem aumentar as aglomerações também do lado de fora das lojas, na medida em que as pessoas sairão para fazer suas compras de fim de ano. Não há nenhum dado oficial que comprove a existência de números relevantes de contágio da Covid-19 no varejo”.