Domingo, 11 de Abril de 2021

Vacina russa a ser produzida em Guarulhos fica fora do cronograma de entregas prometidas por Pazuello

Em anúncio aos governadores nesta quarta-feira, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello revelou quais vacinas estão previstas para os brasileiros até o final de julho

Por Redação GuarulhosWeb

17 de Fevereiro de 2021 as 16:03

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou hoje (17/2) em reunião virtual com governadores o cronograma de entregas, a quantidade de imunizantes e os contratos para compra de mais vacinas. Pazuello mostrou que, do final de fevereiro até julho, serão distribuídas aos estados mais de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, que garantem a continuidade da vacinação da população brasileira de forma igualitária e gratuita.  

No entanto, nesta totalização, não consta as 8 milhões de doses da russa Sputinik, que serão produzidas por mês na Inovat, empresa do grupo União Química, lodalizada em Guarulhos. O Governo Federal apenas admite receber 10 milhões de doses importadas da Rússia.  

“Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença", afirmou o ministro.  

As próximas entregas aos estados acontecem ainda em fevereiro: serão 2 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz, importadas da Índia, e 9,3 milhões da Sinovac/Butantan, produzidas no Brasil. Em março, a pasta também aguarda a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca.  

O cronograma do primeiro semestre apresentado pelo ministro também leva em conta as negociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, que garantirão ao Brasil a chegada da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin, respectivamente. A previsão é de que o contrato com os dois laboratórios seja assinado ainda nesta semana.  

Confira, abaixo, o cronograma de entregas e quantidades previstas em contratos:  


Fundação Oswaldo Cruz (vacina AstraZeneca/Oxford)  

Janeiro: 2 milhões (entregues) 

Fevereiro: 2 milhões (importadas da Índia) 

Março: 4 milhões (importadas da Índia) + 12.900.000 (produção nacional com IFA importado) 

Abril: 4 milhões (importadas da Índia) + 27,3 milhões (produção nacional com IFA importado) 

Maio: 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado) 

Junho: 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado) 

Julho: 3 milhões (produção nacional com IFA importado)  

Total primeiro semestre: 112,4 milhões de doses  

A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.  


Fundação Butantan (vacina Coronavac/Sinovac) 

Janeiro: 8,7 milhões (entregues)  

Fevereiro: 9,3 milhões  

Março: 18,1 milhões 

Abril: 15,9 milhões  

Maio: 6 milhões  

Junho: 6 milhões 

Julho: 13,5 milhões 

Total: 77,6 milhões de doses 

 Até setembro, serão entregues mais de 22,3 milhões de doses da Coronavac, totalizando os 100 milhões contratados pelo Ministério da Saúde. 


Covax Facility 

Março: 2,6 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford) 

Até junho: 8 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford) 

Total: 10,6 milhões de doses  


União Química (vacina Sputnik V/Instituto Gamaleya/RUS)  

Março: 400 mil (importadas da Rússia)  

Abril: 2 milhões (importadas da Rússia)  

Maio: 7,6 milhões (importadas da Rússia) 

Total: 10 milhões de doses 

Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá produzir, no Brasil, 8 milhões de doses por mês. 


Precisa Medicamentos (vacina Covaxin/Barat Biotech/IND) 

Março: 8 milhões (importadas da Índia) 

Abril: 8 milhões (importadas da Índia) 

Maio: 4 milhões (importadas da Índia) 

Total: 20 milhões de doses