Quinta Feira, 04 de Março de 2021

Protesto de moradores do Bananal ocupou o Fórum e desviou linhas de ônibus

Reintegração, prevista para acontecer nesta segunda-feira, 22/2, foi suspensa após a concessão de uma liminar

Por Lucas Canosa

23 de Fevereiro de 2021 as 10:27

O protesto desta segunda-feira, 22/2, feita por moradores do Jardim Bananal, região do Santos Dumont, ocupou o Fórum de Guarulhos durante alguns instantes. Os manifestantes reivindicam por moradias após o proprietário do terreno onde moram, na Estrada do Elenco, obter na Justiça o direito à reintegração de posse.

Denominada 'Terra Prometida', a área, localizada na Estrada do Elenco, abriga cerca de 100 famílias. A reintegração, agendada para esta segunda-feira, foi suspensa após a concessão de uma liminar. Ainda assim, duas linhas de ônibus da EMTU que utilizam a avenida para suas viagens optou por desviar suas rotas. As linhas linhas 248 – Guarulhos (Parque Santos Dumont) / Metrô Penha e 552 – Guarulhos (Parque Santos Dumont) / Metrô Armênia foram deslocadas para a rua Nine Fantini, desfalcando quatro pontos de ônibus da viagem original. Segundo o jornalista Adamo Balzani, do Diário do Transporte, os ônibus da Guarulhos retomaram a linha normalmente nesta manhã.

Durante a passeata desta segunda, além do Fórum, os manifestantes chegaram a bloquear a avenida Tiradentes e se encaminharam ao Paço Municipal, onde 10 - das cerca de 30 pessoas - foram recebidos pelo secretário de Habitação, João Dárcio Ribamar.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Justiça, oficiou ao juiz, solicitando a remessa do processo ao Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse) do Tribunal de Justiça, visando a possibilidade de acordo entre os ocupantes e o proprietário da área, o que foi indeferido pelo Juiz que determinou a reintegração ao dono do terreno.

Segundo o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), o terreno 'virou canteiro de obras do Rodoanel' e o proprietário teria sido indenizado para a construção do Trecho Norte da rodovia. "É um absurdo que, no auge da pandemia, se pense em colocar dezenas de famílias na rua", disse o movimento.

A Secretaria de Habitação afirmou, em nota, que "está empregando esforços no sentido de cadastrar os ocupantes, visando a possibilidade de inclusão em programas habitacionais".