Domingo, 11 de Abril de 2021

Guarulhos age rápido para evitar colapso no atendimento a pacientes com Covid-19

Cinco municípios da Região Metropolitana estão com 100% dos leitos de UTI ocupados

Por Redação GuarulhosWeb

09 de Março de 2021 as 14:16

Pelo menos cinco cidades da Grande São Paulo estão com 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados com pacientes que estão com Covid-19, segundo levantamento realizado pela TV Globo e divulgado nesta terça-feira, 9/03. Em Taboão da Serra, a situação é a pior. Pelo menos 11 pacientes faleceram desde sexta-feira à espera de um leito de UTI. Em Guarulhos, onde a ocupação chegou a 96% há uma semana, a situação não é pior porque a Prefeitura agiu rapidamente e contratou 20 leitos de alta complexidade junto à iniciativa privada.

No início desta semana, a Secretaria de Saúde utiliza leitos do hospital particular Neurocenter para encaminhar pacientes com Covid-19. O contrato de locação prevê 20 UTIs e nove enfermarias. Há um ano, Guarulhos foi pioneira no Brasil ao construir o primeiro hospital de campanha que incluía leitos de alta complexidade. No auge da pandemia, em julho, chegou a operar com 24 leitos de UTI de um total de cerca de 80 leitos. O complexo foi desativado em outubro, já que as taxas de ocupação baixaram para níveis próximos a 50%. Desta forma, segundo a Prefeitura, não fazia sentido manter aberta uma estrutura que custava cerca de R$ 7 milhões por mês aos cofres públicos.

Nesta segunda onda, ainda conforme argumenta a Prefeitura, não faz sentido construir um novo hospital de campanha, já que a experiência mostra que neste momento não há mais recursos e, principalmente, a locação de leitos prontos em hospitais particulares é mais viável, por eles contarem com todas as equipes médicas necessárias.

Além de Taboão da Serra, Arujá, Embu Das Artes, Mairiporã e Poá também não têm mais vagas. Já as cidades de Francisco Morato, Mogi das Cruzes, Mauá, Santo André e Guarulhos têm ao menos 90% dos leitos municipais de UTI ocupados.

São Bernardo do Campo, Diadema, a capital paulista, Barueri e Caieiras registram taxa de ocupação superior a 80%. As outras cidades da Região Metropolitana estão com taxa de ocupação de UTI do município abaixo de 80% ou são cidades menores que nem têm terapia intensiva.