Domingo, 18 de Abril de 2021

Em nota oficial, ACE-Guarulhos pede socorro de governos aos pequenos empreendedores

Entidade diz entender necessidade das medidas restritivas, mas pede equilíbrio no tratamento com os empresários

Por Redação GuarulhosWeb

12 de Março de 2021 as 16:31

A Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos emitiu nota oficial pedindo ajuda dos governos federal, estadual e municipal para que os empreendedores não fiquem desamparados durante a chamada Fase Emergencial anunciada para as próximas semanas. Confira a nota:


"Vivemos tempos difíceis. Há um ano enfrentamos a maior crise sanitária que essa geração já viu. E o caos econômico é mais uma triste consequência desta pandemia, que tem oferecido dados cada dia mais assustadores em nosso País.

São recordes consecutivos de casos e mortes por dia provocados pelo novo coronavírus. O presidente da Associação Comercial de Guarulhos, Silvio Alves, vê com muita preocupação o avanço da contaminação, que está levando o sistema de saúde ao colapso.

A única solução para evitar este cenário desolador é a vacinação em massa. Mas, a velocidade da campanha de imunização tem sido muito mais lenta do que o crescimento do contágio.

Por isso, temos o entendimento que o caminho para minimizar a situação é mesmo intensificar as medidas para o isolamento e o distanciamento social. Apesar de ser decisão difícil e que, inevitavelmente, afeta a todos, a recém anunciada Fase Emergencial, por parte do governo do Estado, faz-se necessária neste momento.

Desde o início desta quarentena, a ACE-Guarulhos defende o equilíbrio entre a saúde e a economia das atividades não essenciais. Isso se faz necessário, principalmente, quando falamos dos pequenos negócios, que são os mais prejudicados.

Se as restrições são necessárias, os governos federal, estadual e municipal precisam dar contrapartidas financeiras e tributárias para evitar que o mal seja ainda maior. Os empreendedores precisam da suspensão do aumento das alíquotas do ICMS, além da postergação dos demais impostos, como o IPTU. Os programas de parcelamento também precisam ter vencimento adiado para depois do fim desta pandemia.

Não podemos e não devemos negar que a situação está muito grave. É triste demais assistir a tantas mortes todos os dias e a falta de leitos nos hospitais. É preciso sim priorizar a vida. Mas não se pode perder de vista a necessidade de manter vivos os setores de atividade não essenciais.


Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos"