Sexta Feira, 23 de Abril de 2021

‘Faltou clareza no processo de reajuste dos planos de saúde’, afirma especialista

Gestor de planos de saúde corporativos mostra como evitar aumentos exagerados com sistema próprio de controle de sinistralidade

Por Redação GuarulhosWeb

31 de Março de 2021 as 17:22

O número de reclamações por aumentos abusivos nos contratos de planos de saúde explodiu neste começo de ano e o Procon-SP se viu obrigado a questionar a Agência Nacional de Saúde na Justiça. Segundo matéria publicada no jornal “Folha de S. Paulo”, houve casos de operadoras que reajustaram em 228% o valor na renovação do contrato.

Nesta terça-feira, 30/03, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, propôs que a ANS voltasse a suspender o reajuste de planos de saúde, como já havia feito em 2020, em razão do agravamento da pandemia de Covid-19.Em fevereiro, a Defensoria Pública da União já havia recomendado a suspensão também em 2021.

Segundo o head de Benefícios da Corporate Health, Matteo Ritacco, a suspensão do ano passado realmente foi a principal razão do aumento excessivo a partir de janeiro deste ano. No entanto, de acordo com especialista em gestão de planos de saúde corporativos da empresa do Grupo Ritacco, por mais que o reajuste seja justificado, os consumidores se sentiram incomodados pela falta de clareza no processo.

“O Procon-SP recebeu apenas nove reclamações relacionadas às operadoras de planos de saúde em janeiro do ano passado. No mesmo mês de 2021, este número subiu para 962. Os clientes querem entender o destino dos recursos aplicados por eles e o porquê de um reajuste tão elevado agora”, pontuou Matteo. 

O executivo afirmou que é possível evitar aumentos tão exagerados, mesmo em época tão atípica como uma pandemia. Na Corporate Health, os contratos corporativos entre operadoras de planos de saúde e empresas com mais de 100 beneficiários é intermediado pela corretora por meio de ferramentas tecnológicas e um modelo assistencial na área da saúde que permitem a realização de um mapeamento detalhado e assertivo, pelo qual o cliente consegue saber exatamente como os recursos destinados à saúde de seus funcionários foram investidos.

“Um colaborador da empresa contratante, por exemplo, pode iniciar um tratamento médico de alto custo e se tornar um outlier, ou seja, um beneficiário que gera gastos maiores do que os previstos em contrato. Por meio da gestão transparente da Corporate Health, que interliga bancos de dados e audita as contas médicas da empresa, nós identificamos precocemente este tipo de situação, impedindo que o cliente seja surpreendido com um reajuste muito acima do esperado na hora de pagar a mensalidade”, explicou Matteo.

Ainda de acordo com o especialista, o sistema de gestão de saúde da corretora incentiva conversas entre seus médicos e profissionais da operadora, o que pode possibilitar um tratamento mais eficaz ao beneficiário e menos oneroso à empresa. “Quando o consumidor tem uma corretora ao seu lado, que oferece todas as informações e tem expertise na operação, a negociação é facilitada e o reajuste tende a ser menor do que o praticado no mercado”, completou.


Gestores aprovam o sistema

Há relatos de gestores de recursos humanos atendidos pela Corporate Health que renovaram os contratos de planos de saúde dos colaboradores sem qualquer reajuste. “Este foi o primeiro ano em que não tivemos reajuste. O trabalho da corretora foi minucioso em apontar a sinistralidade controlada e negociar na operadora pela isenção”, explicou a responsável pelo RH da empresa Forseti, Michelle Valentim.

Vice-reitor do Centro Universitário Eniac, Pedro Guérios afirma que, desde que iniciou o trabalho de gestão de saúde com a Corporate Health, em 2017, os reajustes foram sempre abaixo da média de mercado. “De lá para cá nossos reajustes foram menores e a visibilidade do sinistro é total. A gente sabe o que vai acontecer antes da renegociação do contrato”, afirmou.