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Os retratos do Brasil de Julia

Aos dez dias do mês de setembro de mil e novecentos e trinta e quatro nasceu no bairro paulistano da Casa Verde a menina Julia Apparecida Raposo, terceira criança – primeira menina – no lar de João e Brasília. Quando chegou ao mundo, Getúlio Dornelles era o presidente da República desde 1930.
 
Ainda muito jovem, aos 16 anos, Julia casou-se com Osvaldo, agregando aos seus o nome Silva. Era o dia 19 de maio de 1951, e Getúlio estava de volta para seu segundo mandato. Quando a Petrobras foi fundada, em 03 de outubro de 1953, o amor já havia frutificado duas vezes: Conceição e Regina já integravam a família. No ano em que Vargas ‘saiu da vida para entrar para a história’, chegava ao mundo a menina Vera Lúcia.
 
A quarta filha, Rosania, nasceu no ano em que assumiu o presidente Juscelino Kubitschek, com o lema “50 anos em cinco”. A caçula Cleide nasceu, e JK estava construindo Brasília. Quando Julia e Osvaldo comemoravam os 10 anos de casados, Jânio Quadros presidiu o Brasil por menos de sete meses, mergulhando o país em uma dura crise que culminou com o golpe militar de 1964.
 
Geisel presidia o país, em 1977, e a família recebia de presente a menina Priscila – a primeira neta de Julia e Osvaldo. Quando Tancredo Neves foi eleito presidente da República, no Colégio Eleitoral em 1984, já eram oito os netos. No impeachment de Fernando Collor, em 1992, todos os nove membros da terceira geração já haviam nascido.
 
No Brasil de Lula, muitas pessoas ‘ampliaram seus horizontes’. Naquele momento histórico, em 2006, Anna Lia, a primeira bisneta, enriquecia com o seu nascimento o lar dos Raposo Costa e Silva. Hoje, são três os representantes dessa nova geração – e mais cinco, se considerados os felizes agregados. Nos oitenta anos de Julia, o mundo iniciou e superou a II Grande Guerra, os brasileiros enfrentaram crises de todas as ordens; e progrediu, sempre, depois que as superou.
 
Toda essa rica história é contada por meio de fotos, fartamento expostas no Lar de Julia. Os retratos presidenciais na parede vêm e vão, mas as famílias deste país permanecem em franca evolução. Vida longa a minha tia Julia! Serenidade e Sabedoria aos brasileiros de boa vontade.

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