O mercado de juros abriu pressionado, em alta, mas depois passou a oscilar perto dos ajustes, com ligeira baixa. Essa trajetória perdurou e os DIs recuaram no fechamento da sessão regular. O último evento do dia para este mercado acontece logo mais, quando o Copom anunciará a taxa básica de juros do País.
Ao término da negociação regular, o contrato para julho de 2015 terminou em 13,195%, de 13,185% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 encerrou a 13,48%, de 13,50% na véspera; o DI para janeiro de 2017 marcou 13,22%, de 13,29% ontem; e o DI para janeiro de 2021 terminou a 12,56%, de 12,62% na terça-feira.
O resultado do encontro de política monetária do Fed nesta tarde teve efeito limitado para o mercado de juros, com as taxas pouco se movendo. No entanto, os DIs chegaram a perder força, alinhados à trajetória dos yields dos Treasuries. O sinal de baixa também foi garantido por motivos técnicos, como o fato de os juros terem andado bastante nos últimos pregões. O resultado do Copom, esta noite, só será repercutido amanhã e a expectativa majoritária é de um novo aumento de 0,50 ponto da taxa Selic, para 13,25% ao ano.
As declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na Câmara, não influenciaram as taxas, mas o mesmo não ocorreu com o resultado do Governo Central, logo cedo, que trouxe um superávit abaixo da mediana em março e o pior saldo para um primeiro trimestre desde 1998. O mercado de juros já abriu em alta com esses dados e virou para baixo com o resultado do PIB dos EUA.


