Economia

Bovespa passa a cair após abertura em NY

A largada da Bovespa foi em alta, mas o fôlego diminuiu, a bolsa virou e renovou mínimas após a abertura em direções divergentes das bolsas de Nova York. O humor em Wall Street é guiado por dados mistos dos Estados Unidos, sendo que os indicadores positivos reforçam a expectativa de que o Federal Reserve está mais perto de iniciar um aperto monetário.

Às 10h35, o Ibovespa caía 0,52%, aos 48.134,38 pontos. O Dow Jones caía 0,02%, o Nasdaq tinha alta de 0,25%, e o S&P 500 recuava 0,04%. As ações da Petrobras caíam 0,81% (PN) e 0,73% (ON). A PNA da Vale recuava 0,20%, mas as PNs subiam 0,37%.

As ações do Banco do Brasil ON cediam 2,56%, após o banco divulgar lucro líquido de R$ 3,040 bilhões no período, expansão de 1,3% na comparação anual.

Os papéis da CSN ON caíam 3,27%, após a companhia ter relatado prejuízo líquido de R$ 615 milhões.

Em relatório, o Itaú BBA classifica os resultados operacionais da CSN como “fracos” e chama a atenção para o Ebitda, que no resultado ajustado chegou a R$ 801 milhões no intervalo de abril a junho, queda de 38,5% na relação anual. O banco ainda cita a alavancagem da companhia, já que a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 5,6x e pode continuar em alta nos próximos períodos.

Nos EUA, as vendas no varejo cresceram de 0,6% em julho na comparação com junho, em linha com a previsão dos analistas. A revisão do mês de junho, por outro lado, mostrou estabilidade ante o mês anterior, de queda de 0,3% na leitura anterior. Os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, subiram para 274 mil na semana passada, um pouco acima da previsão de 270 mil dos analistas, mas com a média móvel das últimas quatro semanas – calculada para suavizar a volatilidade do dado – recuando em 1.750, para 266.250, o menor patamar desde abril de 2000. O índice de preços das importações caiu 0,9% em julho ante junho, ante previsão de recuo de 1,1%.