Economia

Cenário externo ruim derruba Ibovespa

O aumento da aversão ao risco no exterior hoje, com novos dados fracos e tombos das bolsas na China, contaminou os negócios na Bovespa. Na primeira meia hora de pregão, a queda das ações era generalizada e o principal índice à vista já era negociado abaixo dos 46 mil pontos. Depois, a abertura no negativo das bolsas de Nova York e um indicador ruim dos Estados Unidos ampliaram as perdas.

Às 10h49, o Ibovespa caía 1,69%, aos 45.860,95 pontos. Entre as blue chips, Petrobras PN caía 3,09% e ON, 3,20%, enquanto Vale PNA e Vale ON recuavam 1,88% e 0,87%, nesta ordem. Os papéis refletem também as perdas das commodities no exterior, com o enfraquecimento do setor manufatureiro da segunda maior economia do mundo, conforme mostrou o PMI industrial chinês divulgado mais cedo hoje. Apenas duas ações do Ibovespa subiam.

Nos EUA, o PMI industrial caiu a 52,9 na leitura preliminar de agosto, ante 53,8 em julho. O Dow Jones caía 0,95% e o S&P 500, 0,94% no horário mencionado acima.

Na Europa, o sinal também é negativo e reforçado pela cautela com a Grécia. Dissidentes do partido governista grego, o esquerdista Syriza, deixaram hoje a legenda e formaram um novo movimento de oposição a medidas de austeridade, um dia depois de Alexis Tsipras renunciar como primeiro-ministro e convocar eleições antecipadas para setembro.

Também hoje, o presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, concedeu mandato ao líder do principal partido de oposição do país, Evangelos Meimarakis, para a formação de um novo governo. Mas isso não deverá evitar a realização de novas eleições. A Bolsa de Frankfurt caía 1,37%. Mais cedo, em Atenas, as perdas se aproximavam de 2,75%.