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Familiares cobram solução para paciente que sofre após cirurgia realizada no HMU em março

Paciente segue com vazamento abdominal e bastante debilitado após ser submetido a cirurgia no HMU em março do ano passado. Familiares cobram solução para o caso que se complica a cada dia

O morador de Guarulhos Ilizeu Augusto Savi, profissional da área de segurança atualmente afastado, enfrenta desde março do ano passado um quadro grave de saúde sem solução definitiva após cirurgias realizadas no Hospital Municipal de Urgências de Guarulhos (HMU). Morador do Jardim Arapongas, ele convive com vazamento abdominal ativo e risco permanente de infecção, enquanto a família denuncia demora na realização de exames, ausência de encaminhamento formal e falta de definição médica.

Ilizeu passou mal e foi socorrido ao HMU, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência após diagnóstico de diverticulite. Após permanecer internado e receber tratamento com antibióticos, teve alta hospitalar. Cerca de 15 dias depois, no entanto, passou a apresentar abertura na região abdominal, abaixo do umbigo, com vazamento constante, que não cicatrizou. A família retornou diversas vezes ao hospital em busca de atendimento, mas recebeu a informação de que o quadro seria esperado no pós-operatório.

Com o passar dos meses, o problema persistiu sem melhora. No segundo semestre, Ilizeu precisou ser internado novamente, desta vez com pneumonia e acúmulo de líquido nos pulmões. Durante essa internação, os médicos constataram a gravidade da abertura abdominal e indicaram a necessidade de uma nova cirurgia. O procedimento foi realizado, mas o paciente evoluiu com fístula abdominal, passando a apresentar eliminação de fezes pela parede do abdômen, na região onde havia sido feita a sutura cirúrgica.

Diante da gravidade do quadro, os médicos indicaram a realização de uma colonoscopia para avaliação interna e definição do tratamento adequado. Ilizeu chegou a ser internado com esse objetivo, mas o exame não foi concluído. Segundo a família, houve sucessivas remarcações, além de alegações equipamento quebrado e falta de profissionais. Com a chegada do mês de dezembro, o atendimento teria sido interrompido, sem definição clara sobre a condução do caso.

No dia 25 de dezembro, Ilizeu voltou a passar mal e foi novamente levado ao HMU. Na ocasião, os médicos confirmaram que seria necessária uma nova cirurgia, mas condicionaram o procedimento à realização prévia da colonoscopia. De acordo com a família, os profissionais apenas anotaram os contatos telefônicos e informaram que retornariam com orientações, sem entrega de guia, pedido formal de exame ou definição de data. Até meados de janeiro, não houve retorno.

Atualmente, Ilizeu segue com vazamento ativo pela região abdominal, debilitado, com limitações físicas e restrito praticamente ao ambiente doméstico. A família teme o risco de infecção, contaminação bacteriana e agravamento do quadro clínico. Os familiares afirmam possuir toda a documentação médica desde o primeiro atendimento, incluindo exames de imagem, tomografias com e sem contraste, laudos e registros das internações.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Guarulhos não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O GWEB segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Secretaria Municipal da Saúde.