A decisão de encerrar definitivamente o uso dos orelhões em todo o Brasil avança e já provoca impactos visíveis em Guarulhos. Dados de dezembro de 2025 mostram que a cidade ainda contava com 382 telefones públicos em funcionamento, número que representa menos da metade do total existente no início da década.
Em janeiro de 2020, Guarulhos possuía 873 orelhões instalados, mais do que o dobro do volume atual. A redução acompanha a política nacional de descontinuação do serviço, após o fim das obrigações contratuais das operadoras de telefonia fixa, autorizadas a retirar gradualmente os equipamentos considerados obsoletos.
Decisão nacional acelera retirada
Com o avanço da telefonia móvel e o uso praticamente residual dos telefones públicos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a extinção progressiva dos orelhões em todo o país. A regra permite que os aparelhos sejam mantidos apenas em locais onde não há cobertura adequada de telefonia celular, situação cada vez mais rara nos grandes centros urbanos.
Na prática, isso tem levado à retirada quase total dos equipamentos em áreas centrais e comerciais, enquanto parte deles permanece em regiões periféricas ou com histórico de falhas de sinal.
Onde ainda existem orelhões em Guarulhos

Em Guarulhos, os 382 orelhões ainda ativos estão distribuídos por diferentes pontos da cidade, com maior concentração em bairros afastados do Centro. Regiões como Jardim Fortaleza e Água Azul aparecem entre os locais que ainda contam com o serviço, justamente por apresentarem trechos com menor cobertura de telefonia móvel ou maior vulnerabilidade social.
Esses aparelhos seguem sendo utilizados, principalmente, em situações de emergência, por moradores sem acesso constante a celular ou quando há falhas de sinal e bateria.
Tendência é extinção total
Apesar da permanência pontual, a tendência é clara: os orelhões devem desaparecer completamente nos próximos anos, inclusive em Guarulhos. Em bairros como a Vila Galvão, que ainda tinham os aparelhos até 2022, não contam mais com os orelhões. A retirada definitiva depende apenas da confirmação de cobertura móvel adequada nas áreas remanescentes.
Enquanto isso, muitos equipamentos seguem abandonados, vandalizados ou sem funcionamento pleno, reforçando a percepção de que os telefones públicos se tornaram um símbolo de outra era da comunicação urbana.


