O Governo do Estado de São Paulo ampliou o alcance do auxílio-aluguel destinado a mulheres vítimas de violência doméstica. Em 2025, a iniciativa chegou a 584 municípios paulistas e beneficiou 4.699 mulheres, com investimento total de R$ 11,9 milhões, garantindo moradia segura e apoio financeiro para quem precisa deixar o lar em situação de risco.
Programa amplia alcance e fortalece rede de proteção
O crescimento do auxílio-aluguel é resultado da integração entre prefeituras, Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais serviços de enfrentamento à violência contra a mulher. A articulação entre os órgãos tem agilizado o atendimento e ampliado o acesso ao benefício em todo o estado.
Desde janeiro de 2025, os recursos repassados pelo governo estadual têm permitido que mulheres em risco imediato deixem suas residências com segurança, reduzindo a exposição à violência e criando condições mínimas para um recomeço digno.
Política faz parte do movimento SP Por Todas
O auxílio-aluguel integra a rede de proteção às mulheres estruturada pelo Governo de São Paulo desde 2023, dentro das diretrizes do movimento SP Por Todas. A iniciativa busca ampliar a visibilidade e a efetividade das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica.
Entre as ações complementares estão a ampliação das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) com funcionamento 24 horas, a criação da Cabine Lilás e o uso de tornozeleiras eletrônicas em acusados de agressão doméstica. De acordo com dados do Ministério da Justiça, São Paulo apresenta atualmente uma das menores taxas de feminicídio do país.
Governo destaca impacto imediato do auxílio
A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, ressalta que o benefício representa uma resposta rápida para situações extremas de violência.
“O auxílio-aluguel salva vidas. Ele garante que uma mulher possa sair de casa no momento em que mais precisa, com segurança e apoio. Nosso compromisso é assegurar que nenhuma mulher permaneça em risco por falta de proteção ou rede de acolhimento”, afirmou.
Regiões com maior número de concessões
O crescimento do programa é observado em todas as regiões do estado, com destaque para Campinas, Região Metropolitana de São Paulo, Bauru, São José dos Campos e Ribeirão Preto. Esses polos concentram os maiores volumes acumulados de concessões e valores repassados.
A distribuição acompanha o fortalecimento das equipes técnicas municipais responsáveis pelas análises sociais e pela condução dos atendimentos às vítimas.
Qualificação dos processos agiliza liberação do benefício
Segundo Marcelo Salera Ricci, diretor da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS), a melhoria nos fluxos administrativos tem sido essencial para reduzir o tempo entre o atendimento e a liberação do auxílio.
“Os municípios compreenderam o papel do auxílio-aluguel no processo de recomeço das mulheres vítimas de violência. A maioria aderiu ao benefício ainda neste ano, quando passou a ser disponibilizado. O desafio agora é ampliar o alcance em cada cidade e chegar às que ainda não aderiram”, explicou.
A Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) trabalha na ampliação da pactuação com os municípios e na capacitação contínua das equipes locais para garantir atendimento ágil e humanizado.


