Cidades

Professores eventuais cobram do governo Lucas Sanches valorização e direitos trabalhistas

Professores eventuais de Guarulhos protestam por direitos trabalhistas e buscam reunião com a Prefeitura (Foto: Cauã Borges/@_caua.borges)
Professores eventuais de Guarulhos protestam por direitos trabalhistas e buscam reunião com a Prefeitura (Foto: Cauã Borges/@_caua.borges)
Professores eventuais de Guarulhos realizam manifestação em frente à Secretaria de Educação e cobram direitos trabalhistas e valorização profissional.

Professores eventuais da rede municipal de ensino de Guarulhos realizaram, na manhã desta sexta-feira (30), uma manifestação em frente à Secretaria Municipal de Educação para reivindicar junto ao governo do prefeito Lucas Sanches (PL) melhores condições de trabalho e o reconhecimento de direitos trabalhistas básicos. O ato reuniu educadores que pedem valorização profissional e dignidade para a categoria.

Categoria cobra direitos básicos

Durante a mobilização, os professores destacaram que atuam regularmente nas escolas municipais, mas não contam com benefícios trabalhistas garantidos a outros profissionais da educação.

Entre as reivindicações apresentadas estão:

  • Direito a férias;

  • Pagamento do 13º salário;

  • Vale-transporte;

  • Vale-alimentação ou vale-refeição;

  • Direito a atestado médico;

  • Exame admissional custeado pelo município, e não pelos próprios profissionais.

Segundo os manifestantes, a carga de trabalho pode chegar a 44 horas semanais, com remuneração por hora/aula considerada insuficiente diante da responsabilidade exercida nas unidades escolares.

Inscreva-se no Canal do GWeb no WhatsApp e receba as principais atualizações do dia a dia em Guarulhos de um jeito rápido e fácil

Organização do movimento destaca diálogo com a gestão

Uma das representantes do movimento, a professora Marisa Neres Rosa, que atua há cinco anos como professora eventual na rede municipal, afirmou que a mobilização busca diálogo e reconhecimento profissional.

Segundo ela, o encontro com representantes da Secretaria de Educação foi produtivo e abriu caminho para futuras negociações.

“Nós estamos reivindicando direitos trabalhistas, como acesso ao 13º salário, vale-refeição, receber no recesso escolar e vale-transporte, entre outros direitos. A conversa com o governo foi muito positiva e deixamos claro que queremos somar com a gestão, não bater de frente”, afirmou.

Marisa ressaltou ainda que os professores eventuais desejam ser reconhecidos como profissionais essenciais para o funcionamento das escolas.

“Queremos que a gestão nos enxergue como profissionais da educação que somos e que haja respeito também na questão dos direitos trabalhistas”, destacou.

Professores eventuais de Guarulhos protestam por direitos trabalhistas e buscam reunião com a Prefeitura (Foto: Cauã Borges/@_caua.borges)
Professores eventuais de Guarulhos protestam por direitos trabalhistas e buscam reunião com a Prefeitura (Foto: Cauã Borges/@_caua.borges)

Após o ato em frente à Secretaria de Educação, os professores seguiram em caminhada até a Prefeitura de Guarulhos, onde pretendiam formalizar o encerramento do movimento e aguardar a definição de uma agenda de negociação com o prefeito.

De acordo com Marisa, a Secretaria se comprometeu a articular uma reunião com o prefeito Lucas Sanches para tratar das demandas da categoria. Ela ressaltou ainda que, independentemente do andamento das negociações, a mobilização não prejudicará o início do ano letivo.

“De jeito nenhum essa ação vai prejudicar o início das aulas. Todas nós já estamos assinando o credenciamento e estaremos nas escolas fazendo nosso trabalho com excelência”, concluiu.

Professores eventuais de Guarulhos protestam por direitos trabalhistas e buscam reunião com a Prefeitura (Foto: Cauã Borges/@_caua.borges)
Professores eventuais de Guarulhos protestam por direitos trabalhistas e buscam reunião com a Prefeitura (Foto: Cauã Borges/@_caua.borges)

Movimento pede valorização da educação

Os manifestantes destacam que a valorização dos professores eventuais também impacta diretamente na qualidade do ensino oferecido aos alunos da rede municipal. O grupo afirma que continuará acompanhando o andamento das negociações e definirá coletivamente os próximos passos caso não haja avanço nas conversas com o Prefeito e Executivo.