Com uma atuação defensiva dominante do início ao fim, o Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13, na noite deste domingo (8), e conquistou o Super Bowl LX, disputado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. A vitória teve gosto especial para a franquia, que se vingou da derrota sofrida para o mesmo adversário na decisão de 2015 e levantou o segundo troféu Lombardi de sua história.
A equipe comandada por Mike Macdonald coroou uma temporada praticamente impecável. Foram 14 vitórias na fase regular, liderança da Conferência Nacional e campanha sólida nos playoffs, com triunfos sobre San Francisco 49ers e Los Angeles Rams até chegar à grande final. No Super Bowl, os Seahawks confirmaram o status de melhor defesa da temporada e neutralizaram quase completamente o ataque dos Patriots.
Defesa histórica decide o título
O sistema defensivo de Seattle foi o grande protagonista da partida. Nos três primeiros quartos, o ataque de New England conseguiu avançar ao campo ofensivo apenas uma vez e saiu zerado no placar. A pressão constante sobre o quarterback Drake Maye resultou em três turnovers forçados, sendo dois fumbles e uma interceptação, além de seis sacks ao longo do jogo.
O momento decisivo veio no último quarto, quando Uchenna Nwosu recuperou um fumble e retornou a bola para touchdown, praticamente decretando o título. Ao todo, todas as falhas ofensivas dos Patriots se converteram em pontos para Seattle, refletindo o domínio defensivo apresentado.
Kenneth Walker é eleito MVP
No ataque, o grande nome foi o running back Kenneth Walker. Ele somou 27 carregadas para 135 jardas, sendo fundamental para controlar o relógio e manter a defesa adversária em campo. O desempenho rendeu a ele o prêmio de MVP do Super Bowl, tornando-se o primeiro running back a receber a honraria desde Terrell Davis, em 1998.
Outro destaque foi o kicker Jason Myers, responsável por cinco field goals convertidos, estabelecendo um recorde de mais chutes certos em um único Super Bowl. Myers marcou 17 dos 29 pontos dos Seahawks e teve papel decisivo na construção da vantagem.

Volta por cima de Sam Darnold
A conquista também simboliza a redenção do quarterback Sam Darnold. Após anos de instabilidade na liga, ele encontrou em Seattle o melhor momento da carreira. Darnold terminou a final com 202 jardas aéreas, um touchdown e 50% de aproveitamento nos passes, tornando-se o primeiro quarterback a vencer seu primeiro Super Bowl atuando por sua quinta franquia na NFL.
Patriots reagem tarde demais
Pelo lado dos Patriots, Drake Maye entrou para a história como o segundo quarterback mais jovem a iniciar um Super Bowl, aos 23 anos. No entanto, teve dificuldades durante quase toda a partida. Sua reação veio apenas no último período, quando lançou dois touchdowns e liderou uma campanha rápida de 65 jardas em menos de um minuto, insuficiente para mudar o rumo do confronto.
Mesmo com a melhora ofensiva no fim, os erros continuaram pesando. Mais um fumble e uma interceptação impediram qualquer chance real de virada, e o onside kick final acabou recuperado pelos Seahawks, que apenas administraram o relógio até o apito final.
Revanche com final feliz
Onze anos após a dolorosa derrota decidida por uma interceptação na linha de uma jarda, o Seattle Seahawks finalmente teve sua revanche. Com uma defesa histórica, jogo terrestre eficiente e frieza nos momentos decisivos, a franquia voltou ao topo da NFL e escreveu mais um capítulo marcante de sua história ao conquistar o Super Bowl 2026.


