Saúde

Especialista alerta para riscos graves de uso de álcool e canetas emagrecedoras durante o Carnaval

Carnaval: especialista alerta para riscos do consumo de álcool durante uso de canetas emagrecedoras (Foto-Divulgação)
Carnaval: especialista alerta para riscos do consumo de álcool durante uso de canetas emagrecedoras (Foto-Divulgação)
Especialista alerta para os riscos do consumo de álcool durante o uso de canetas emagrecedoras no Carnaval, incluindo hipoglicemia.

Com a chegada do Carnaval e o aumento do consumo de bebidas alcoólicas no país, especialistas em saúde fazem um alerta sobre os riscos da associação entre álcool e canetas emagrecedoras, medicamentos utilizados por milhões de brasileiros para perda de peso. A combinação pode provocar efeitos adversos importantes e comprometer a segurança do tratamento.

Uso das canetas emagrecedoras cresce no Brasil

Dados do Ipsos Health Service Report 2025 indicam que 58% dos brasileiros já ouviram falar nos medicamentos injetáveis para emagrecimento, percentual superior à média global, que é de 36%. Além disso, mais da metade da população afirma conhecer esse tipo de tratamento, o que reforça a popularização das chamadas canetas emagrecedoras no país.

Associação com álcool pode causar hipoglicemia

De acordo com Marcelo Bechara, médico clínico e especialista em longevidade, hormonologia e reposição hormonal masculina pela Harvard Medical School, o consumo excessivo de álcool durante o uso dessas medicações pode aumentar significativamente o risco de hipoglicemia e de efeitos gastrointestinais intensos.

“Esses medicamentos atuam na regulação do apetite e da glicemia, imitando hormônios intestinais responsáveis pela sensação de saciedade. Quando o álcool é ingerido em excesso, pode ocorrer uma queda acentuada do açúcar no sangue, além de sintomas como fraqueza, sudorese, náuseas, vômitos e até desmaios”, explica o especialista.

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Efeitos vão além da perda de peso

Segundo Bechara, o tratamento com canetas emagrecedoras não se limita à redução de peso corporal. As substâncias também interferem em padrões comportamentais, como compulsão alimentar e até tendência a vícios.

Embora alguns pacientes relatem diminuição da vontade de consumir bebidas alcoólicas, o médico destaca que isso não elimina os riscos associados à ingestão de álcool, especialmente em períodos festivos como o Carnaval.

Medicamento é complemento, não solução isolada

O especialista reforça que as canetas emagrecedoras devem ser encaradas como parte de um conjunto de hábitos saudáveis, e não como solução única para o emagrecimento.

“Há quem acredite que o medicamento, por si só, seja suficiente para emagrecer. Na prática, ele funciona como um complemento ao exercício físico, à alimentação equilibrada e à mudança de comportamento, ajudando a substituir padrões compulsivos por uma rotina mais saudável”, conclui.