Um motorista de 30 anos foi preso no domingo (8) na PR-444, em Arapongas, no norte do Paraná, ao ser flagrado transportando ilegalmente 400 ampolas de tirzepatida, princípio ativo utilizado em medicamentos injetáveis para tratamento de obesidade e diabetes, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Segundo a Polícia Civil, ele foi pago para levar a carga de Medianeira (PR) até Guarulhos e já estava na segunda viagem pelo mesmo trajeto.
Abordagem começou por infração de trânsito
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a equipe realizava patrulhamento na rodovia quando percebeu que o caminhoneiro estava mexendo no celular enquanto dirigia. Diante da infração, os policiais decidiram realizar a abordagem.
Inicialmente, o motorista afirmou que transportava apenas mercadoria refrigerada e apresentou nota fiscal. No entanto, segundo o relatório policial, ele demonstrou “comportamento excessivamente apreensivo”. Ao ser questionado sobre a existência de produtos ilegais, confessou que havia medicamentos escondidos no veículo.
As 400 ampolas foram encontradas em um compartimento acima do para-brisa do caminhão.
Segunda viagem com a mesma carga
Segundo o delegado Maurício Camargo, o motorista é morador de Medianeira e relatou que recebia os medicamentos em sua residência antes de iniciar o transporte. Ele afirmou ainda que esta era a segunda viagem realizada com o mesmo tipo de carga para Guarulhos.
A polícia não informou o destino exato da entrega em Guarulhos.
Investigação e perícia
As ampolas foram encaminhadas à Polícia Científica, que realizará perícia para verificar a autenticidade do produto e se o conteúdo é original ou falsificado.
O motorista foi preso em flagrante por crime contra a saúde pública. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. O caminhão utilizado no transporte foi apreendido.
Proibição da Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já determinou a apreensão e proibiu a fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso da tirzepatida da marca TG, por ausência de registro no Brasil.
A investigação segue para identificar a origem dos medicamentos e os possíveis envolvidos na distribuição da carga.


