Além da maioria não receberem os uniformes escolares, prometidos pelo prefeito Lucas Sanches (PL) para ter início no primeiro dia de aula, pais e mães reprovam a determinação da gestão municipal de cortar o leite em pó distribuído todo mês às crianças, caso faltem duas vezes às aulas.
O comunicado sobre as novas regras sobre a distribuição do leite em pó, que é regida por lei municipal, foi entregue aos pais nas mais diversas unidades de ensino da Prefeitura e conveniadas na segunda-feira, primeiro dia de aula. Nele constam que, a partir deste ano, crianças que faltarem duas vezes no mesmo mês nas aulas, sem justificativa, perderão o direito ao leite.
A gestão de Lucas Sanches deixa claro ainda que as justificativas médicas, quando forem apresentadas, deverão conter o registro profissional do médico, com o CID, que atendeu o aluno.
Mães criticam a determinação em dezenas de posts nas redes sociais. O GWEB teve acesso a alguns na própria página de Lucas, que depois foi apagada. Elas citam que muitas vezes os filhos não vão para a escola devido a enfermidades leves, com gripes e resfriados, casos em que não necessitam buscar ajuda médica em um hospital municipal ou Unidade Básica de Saúde.
Também dizem que são orientadas pelas próprias professoras para não mandar os filhos para as escolas para evitar o contágio para outras crianças. Agora, as mães dizem que terão que enfrentar longas filas nas UBS ou no único hospital infantil municipal de Guarulhos para obter o atestado médico.

O comunicado entregue aos pais pelo governo Lucas Sanches deixa claro que aqueles que vierem a perder o benefício poderão tentar recupera-lo apenas uma vez ao ano, ainda assim mediante à assinatura do responsável em um termo de compromisso. Ou seja, caso a situação se repita, o leite será cortado pelo ano inteiro. Outra imposição. Os responsáveis deverão obrigatoriamente comparecer em reuniões bimestrais com as gestoras das escolas.


