Por Julio Ganiko
Colunista do GuarulhosWeb e especialista em terapias orientais
Encerramos agora o ano da Serpente de Madeira. Ao longo do último ciclo, falamos muito sobre sabedoria, cautela e estratégia. A serpente representa aquele momento em que é preciso observar, analisar e escolher o instante certo para agir — o famoso “dar o bote”.
Mas é importante lembrar: dar o bote nunca foi algo negativo. Trata-se de agir com precisão, no momento correto. O problema é que, muitas vezes, ficamos apenas no planejamento. Pensamos demais. Estudamos demais. Esperamos demais.
E agora o tempo da análise termina.
O Cavalo entra em cena: é hora de agir
O Cavalo simboliza transformação, movimento e ação. Quando você monta em um cavalo, não é para ficar parado. É para seguir adiante.
Se a serpente nos ensinou a pensar, o cavalo nos convida a executar.
Em 2026, especialmente por ser o Cavalo de Fogo, a tendência é de atitudes mais rápidas, decisões mais impulsivas e desejo intenso por mudanças. O fogo inflama. O fogo acelera. O fogo exige movimento.
Muitas transformações acontecerão de forma quase repentina. Quando percebermos, já estaremos em outro lugar — emocionalmente, profissionalmente ou até espiritualmente.
É um ano de aventura, ousadia e quebra de padrões.
Transformações no amor, na carreira e na vida pessoal
No campo amoroso, social e profissional, o Cavalo de Fogo traz inquietação. Haverá menos tolerância à estagnação. Relações e situações que não evoluem tendem a ser revistas.
As pessoas sentirão uma necessidade maior de mudança interna e externa.
A impulsividade pode gerar crescimento — mas também exige consciência. O cavalo corre rápido. Quem não souber conduzir pode cair.
Um ano sensível para a política e os conflitos
Historicamente, o último Ano do Cavalo de Fogo foi em 1966, período marcado por tensões globais, incluindo o acirramento da Guerra do Vietnã e movimentos políticos intensos ao redor do mundo.
O Cavalo é associado à guerra e ao confronto. O fogo intensifica esse cenário. Por isso, 2026 tende a ser um ano de conflitos — não apenas militares, mas ideológicos e sociais.
Mas aqui está o ponto central: quem souber se comunicar bem, ouvir e pacificar tende a se destacar.
Em um ano inflamado, o diferencial será quem não entrar no conflito. O sucesso estará com quem construir pontes, não com quem aumentar o incêndio.
A transição: da estratégia para a execução
Saímos da serpente — que analisa e calcula — e entramos no cavalo — que executa.
Planejamos o suficiente. Pensamos o suficiente. Agora, é o momento de agir.
O Ano do Cavalo de Fogo chega pedindo coragem, movimento e transformação. Mas também pede equilíbrio. Não se trata de agir por impulso cego, e sim de transformar planejamento em ação consciente.
O ciclo mudou.
É hora de montar no cavalo.
Julio Ganiko é especialista em terapias orientais e colunista do GuarulhosWeb.


