A utilização das cores de seu partido, o PL, em próprios municipais, pontes, viadutos e grades, que chegaram até aos ônibus urbanos, começou logo no início da gestão de Lucas, há aproximadamente um ano. Por ferir o princípio da impessoalidade, acabou sofrendo algumas ações na Justiça, já que passou a utilizar na administração cores de sua campanha eleitoral em 2024 e de seu partido, sem qualquer ligação com a bandeira ou brasão do Município. 
Primeiro, ele foi proibido de exigir que as empresas concessionárias do transporte municipal seguissem pintando os ônibus, muitos velhos com mais de 10 anos de uso, em amarelo e azul. Na mesma decisão, ficava proibido da Prefeitura seguir usando as cores nos próprios municipais. Mas graças a um recurso na Justiça, até que a ação seja julgada em definitivo, Lucas seguiu pintando as grades e fachadas de equipamentos da Prefeitura.
Em seguida, ele promoveu a pintura das grades do Bosque Maia, que eram verde, em amarelo, infringindo as determinações do Conselho do Patrimônio Histórico, que determinavam a cor anterior e exigia que qualquer mudança passasse pelo grupo, o que não ocorreu. Fora que o verde é a cor natural para a utilização em parques, já que se integram às árvores e gramas, não configurando uma barreira visual. O ex-prefeito Elói Pietá foi à Justiça e conseguiu uma decisão em que Lucas deveria retomar o verde original, com recursos próprios, o que não ocorreu até hoje. O prazo dado pela Justiça, após recursos do prefeito, é a primeira quinzena de março.

Em paralelo, diante das ações na Justiça contrárias a ânsia de Lucas em colorir Guarulhos com os tons do PL, muitos locais que já haviam recebido o amarelo foram repintados em azul. Isso ocorreu, por exemplo, no Viaduto Cidade de Guarulhos, logo na entrada da cidade, que tinham recebido o amarelo em toda sua base. No final do ano, tudo foi repintado em azul.

Passando o Carnaval, as grades que cercam o ginásio Fioravante Iervolino, ao lado da rodovia Presidente Dutra, começaram a ser pintadas também. Desta vez, Lucas inventou o tal verde-limão, mais uma vez sem qualquer ligação com o município e que foge ao padrão de cercas de parques, que utilizam o verde-oliva, tonalidade mais próxima aos recursos naturais.

A Prefeitura, apesar de questionada pelo GWEB, segue sem dar qualquer explicação sobre as cores que utiliza, as regras para as escolhas destas tonalidades e nem mesmos os recursos públicos que são gastos em tantas pinturas.


