Um bicho de pelúcia em bom estado de conservação foi encontrado sobre o caixão do guitarrista Bento Hinoto durante a exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, realizada na última segunda-feira (23), em Guarulhos.
Segundo a família, não se sabe quem colocou o objeto no local, mas a hipótese é de que tenha sido entregue por algum fã à mãe do músico como forma de homenagem e, posteriormente, depositado sobre o caixão. A peça será exposta no memorial dedicado à banda no Cemitério Primaveras.

Durante o procedimento, também foi encontrada intacta uma jaqueta sobre o caixão do vocalista Dinho. A peça, que trazia o símbolo da banda e a bandeira do Brasil, chamou a atenção pelo estado de preservação. De acordo com especialistas, o material em nylon um tipo de plástico pode levar até 200 anos para se decompor, o que explica sua conservação após três décadas.
A família de Dinho informou que a jaqueta deverá ser encaminhada ao museu do Centro Universitário FIG-Unimesp para integrar o acervo em exposição permanente.

Memorial com árvores adubadas com cinzas
A exumação ocorreu 30 anos após a tragédia que vitimou os cinco integrantes da banda em 2 de março de 1996, em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Zona Norte da capital paulista. Além de Dinho e Bento, morreram Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.
Parte das cinzas será utilizada como adubo no plantio de árvores no Jardim BioParque Memorial, em Guarulhos, como forma de homenagem permanente aos artistas.
Cláudia Hinoto, cunhada de Bento, afirmou que a família recebeu a iniciativa com emoção. Segundo ela, a árvore simboliza a vida e representa uma maneira de manter viva a essência do músico. “Não existe homenagem mais bonita”, destacou.
O memorial no Cemitério Primaveras deve reunir as árvores plantadas com as cinzas e objetos simbólicos encontrados durante a exumação, criando um espaço de memória e homenagem aos artistas que marcaram a música brasileira nos anos 1990.



