Saúde

Dia Mundial das Doenças Raras destaca desafios de 13 milhões de brasileiros

Dia Mundial das Doenças Raras chama atenção para mais de 7 mil condições no mundo (Foto-Divulgação)
Dia Mundial das Doenças Raras chama atenção para mais de 7 mil condições no mundo (Foto-Divulgação)
Dia Mundial das Doenças Raras destaca mais de 7 mil condições no mundo e os desafios de diagnóstico e tratamento enfrentados

Celebrado em 28 de fevereiro, o Dia Mundial das Doenças Raras dá visibilidade a um conjunto de mais de 7 mil condições já identificadas globalmente. Embora individualmente pouco frequentes, essas enfermidades impactam milhões de pessoas e suas famílias.

No Brasil, uma doença é considerada rara quando atinge até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. A maioria tem origem genética e cerca de 70% dos casos se manifesta ainda na infância.

O desafio do diagnóstico

Para muitas famílias, o primeiro obstáculo é a chamada “odisseia diagnóstica”, que pode durar anos. O percurso costuma envolver consultas com diferentes especialistas até que a condição seja corretamente identificada.

Mesmo após o diagnóstico, pacientes enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso a tratamentos, acompanhamento multidisciplinar e centros especializados.

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Epidermólise bolhosa: fragilidade extrema da pele

Entre as doenças raras está a Epidermólise bolhosa (EB), que afeta cerca de 500 mil pessoas no mundo, de acordo com a Associação DEBRA. A condição provoca extrema fragilidade da pele, fazendo com que até o toque leve possa causar bolhas e feridas.

Alterações em estruturas que unem epiderme e derme, como queratinas, laminina e colágeno tipo VII, comprometem a resistência da pele. Além das lesões visíveis, a doença pode levar à perda de proteínas, líquidos e calor corporal, aumentando o risco de desnutrição, anemia e infecções recorrentes.

Em alguns casos, há bolhas na boca e no esôfago, dificultando a alimentação, além de possíveis complicações oculares e deformidades nos dedos ao longo do tempo.

Outras doenças de maior visibilidade

Entre as condições raras mais conhecidas estão a Fibrose cística, identificada no teste do pezinho e que afeta principalmente os sistemas respiratório e digestivo, e a Distrofia muscular de Duchenne, caracterizada por fraqueza muscular progressiva, predominante em meninos.

Também figuram na lista a Esclerose lateral amiotrófica (ELA), a Síndrome de Usher, a Doença de Gaucher e a Síndrome de Werner.

Desafios no acesso ao tratamento

Embora o Brasil conte com uma política nacional voltada às pessoas com doenças raras, especialistas defendem a ampliação de centros de referência, a incorporação mais ágil de novas tecnologias e o fortalecimento da pesquisa científica.

O objetivo é reduzir desigualdades no cuidado, ampliar o acesso a terapias e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.