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CONECTADO – Arquivamento de denúncias sobre Baquirivu era mais do que certo

Comitiva da CAF durante inspeção das obras do Baquirivu em 2024; nenhuma irregularidade encontrada
Confira a coluna Conectado, do jornalista Ernesto Zanon, que traz os bastidores do cotidiano e da política de Guarulhos

Diante da decisão do Conselho Superior do Ministério Público Estadual, relativo à CEI do Baquirivu realizada pela Câmara Municipal, que determinou o arquivamento das denúncias de desvios ou outras irregularidades, vem à mente um velho jargão dito por quem já previa que não tinha como ser diferente: “eu te disse, eu te disse”…

Bom senso resolveria

Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso, sem interesses políticos ou sabe-se lá o que, tinha como certo que todas as acusações apontadas no relatório final dos vereadores contra o prefeito Guti (PSD) não iriam dar em nada. Cansaram de falar e insinuar que teria ocorrido desvios já que as obras não terminaram. Ignoraram questões básicas como a forma que o empréstimo obtido junto ao Banco Andino de Fomento foi concedido, com o dinheiro liberado apenas após as medições das obras realizadas.

Não tinha como

Ou seja, não tinha como ocorrer desvios ou R$ 500 milhões desaparecerem se nem todo o dinheiro foi utilizado e praticamente 70% das obras foram realizadas. Tanto que a continuidade do empreendimento, hoje a passos de tartaruga, utiliza exatamente estes recursos da CAF. Ou seja, um erro primário que levou muita gente mal informada (ou seria mal-intencionada?) a propagar inverdades por aí. Tanto é assim que o Ministério Público, no documento que pede o arquivamento das denúncias, utiliza pareceres do Tribunal de Contas do Estado e informações da atual gestão municipal. Nada de desvios. Nada de irregular.

Resultado mais do que natural

Aí o pedido de arquivamento foi encaminhado para o Conselho Superior do Ministério Público, órgão maior que verifica tudo de novo e tem a participação de vários conselheiros. E o julgamento foi unânime pelo arquivamento definitivo do caso. Ou seja, os vereadores criaram um fato político para prejudicar o ex-prefeito, mas acabaram se dando mal.

Quem vai tirar as faixas

Passou a Páscoa, mas as mensagens expostas em centenas (isso mesmo, centenas) de faixas afixadas irregularmente por toda a cidade, seguem lá a espera de serem retiradas.  Assinadas pelo prefeito Lucas Sanches e pelo seu “braço direito”, o anunciado pré-candidato a deputado estadual Giovani, mesmo infringindo leis municipais, pelas quais a Prefeitura deveria zelar, seguem nos postes e até árvores nos mais diversos bairros. Resta saber quem irá recompor a legalidade. Será que além de infringir a lei, o prefeito vai usar dinheiro público da Prefeitura para mandar retirar a propaganda irregular?

E dá-lhe dinheiro

Quase cinco meses depois, aquela área do Cecap que serviu para o Guarulhos Fest Show, o evento que, segundo Lucas Sanches, não usou um centavo de dinheiro público, segue em obras sem fim. Ainda como propriedade da CDHU, mas cedida à Prefeitura, homens e máquinas seguem ali para tentar corrigir o estrago feito pela atual administração que praticamente devastou a área e causou enchentes onde nuca tinha ocorrido antes nas ruas daquela região. E, pasmem, até hoje, ninguém da Prefeitura ou representante do ilustre prefeito veio a público para justificar quem está pagando tudo aquilo.

Uma gestação inteira

Postagem de Lucas em seu Instagram em 8 de julho do ano passado, há exatos 9 meses

Nove meses depois, tempo de uma gestação. É exatamente este o tempo que Guarulhos está sem hospitais veterinários públicos e gratuitos. Em julho do ano passado, o prefeito Lucas Sanches fechou as duas unidades inauguradas por Guti no Centro e nos Pimentas no ano anterior, garantindo que iria reabrir em 60 dias. Pois bem. Todo este tempo passou e nem sinal dos hospitais veterinários.