Um grupo de 13 pessoas com deficiência visual participou, nesta quarta-feira (8), de uma visita ao Centro de Apoio Técnico para Pessoas com Deficiência (CAT), instalado na Delegacia Seccional de Polícia de Guarulhos, na Vila Camargos.
A atividade integra o projeto Práticas Educativas para a Inclusão Social (Peis) e faz parte do chamado Rolezinho de Bengala, iniciativa que promove a apresentação de equipamentos públicos e espaços urbanos a pessoas cegas ou com baixa visão. A proposta inclui ainda ações culturais e de lazer com o objetivo de estimular a autonomia e a circulação dessas pessoas pela cidade.
Durante a visita, os participantes conheceram o funcionamento do CAT, serviço voltado ao atendimento de pessoas com deficiência em situação de violência ou violação de direitos. A equipe multidisciplinar do centro – composta por psicólogo, assistente social e intérprete de Libras – apresentou as formas de acolhimento, orientação e encaminhamento oferecidas.
O acesso à informação sobre serviços públicos é apontado como um fator importante para a segurança e a autonomia de pessoas com deficiência, especialmente em contextos de vulnerabilidade. A visita ao CAT permite que os participantes conheçam os caminhos para buscar apoio e acionar a rede de proteção.
A servidora municipal Luciclaudia de Lima, de 43 anos, que é deficiente visual desde o nascimento, participou da atividade acompanhada do marido, Claudio, que tem baixa visão. Ambos trabalham na Biblioteca Monteiro Lobato. Segundo as informações do grupo organizador, ela destacou a importância de conhecer os serviços disponíveis no município, tanto para eventual necessidade quanto para orientar outras pessoas.
De acordo com a psicóloga Maria Lucimar de Oliveira Pereira, o CAT atua na orientação, suporte e encaminhamento de pessoas com deficiência para serviços nas áreas de saúde, justiça, assistência social e educação, com foco no acesso a direitos e no enfrentamento de situações de violência.
Apesar de iniciativas voltadas à inclusão, pessoas com deficiência ainda enfrentam dificuldades no acesso pleno a serviços públicos e à mobilidade urbana, o que reforça a necessidade de ampliar políticas de acessibilidade e informação.



