Pela segunda noite consecutiva, a região do Taboão, em Guarulhos, foi palco de manifestações violentas nesta quarta-feira (6). Os atos ocorreram em pontos como o Jardim Acácio, Jardim Paraíso e na avenida Silvestre Pires de Freitas, motivados pela morte de dois homens durante uma ação policial do BAEP no último domingo (3), em uma comunidade no Malvinas.
Relatos de moradores indicam que manifestantes voltaram a bloquear ruas e tentaram incendiar mais ônibus, repetindo o cenário de caos registrado na noite de terça-feira, quando dois coletivos foram destruídos pelo fogo.
A Central de Segurança Integrada (CSI) de Guarulhos informou que identificou, por meio de câmeras de videomonitoramento, movimentações irregulares na avenida Silvestre Pires de Freitas.
Diante do alerta, viaturas da Polícia Militar foram enviadas rapidamente ao local, contando com o suporte da Guarda Civil Municipal (GCM) para conter o avanço dos manifestantes e garantir a segurança na região.
Tensão e impactos dos protestos
Para minimizar os impactos no transporte público e na circulação de veículos, a Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana (STMU) atuou na organização do fluxo e na desobstrução das vias afetadas pelos protestos em Guarulhos.
O clima de tensão foi registrado em vídeos que circulam nas redes sociais, mostrando o trânsito parado e a forte presença policial para evitar que novos veículos fossem incendiados, como ocorreu na avenida Jamil João Zarif na terça-feira.
O estopim para as manifestações foi o confronto ocorrido na manhã de domingo na região das Malvinas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), dois homens morreram após dispararem contra policiais durante uma tentativa de abordagem. A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos, incluindo a análise das câmeras corporais dos agentes envolvidos. Enquanto a investigação prossegue, o policiamento segue reforçado no Taboão para prevenir novas ocorrências.



