O estudo “Perdas de Água 2026: Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”, elaborado em parceria com a GO Associados, revela que o Brasil desperdiça mais de um terço de toda a água tratada produzida no país. O volume perdido seria suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de pessoas.
Segundo o levantamento, o desperdício diário equivale a 16,2 milhões de caixas d’água de mil litros. Caso o país consiga atingir a meta federal de reduzir as perdas para 25%, seria possível abastecer 17,2 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade por dois anos, além de gerar ganhos estimados em R$ 47,2 bilhões até 2033.
Guarulhos está abaixo da média nacional
Entre os municípios da Região Metropolitana de São Paulo analisados pelo estudo, Guarulhos registrou índice de perdas na distribuição de água de 27,93%.
O resultado coloca a cidade em situação melhor que a média brasileira e também à frente de diversos municípios da Grande São Paulo.
Municípios com maiores perdas
Os piores índices da região foram registrados por:
- Mogi das Cruzes – 47,34%
- Diadema – 37,09%
- Mauá – 36,22%
- Barueri – 34,31%
- Carapicuíba – 34,17%
Em todos esses municípios, mais de um terço da água tratada produzida se perde durante a distribuição.
Municípios com menores perdas
Na outra ponta do ranking aparecem:
- Suzano – 1,27%
- São Bernardo do Campo – 18,25%
- São Paulo – 24,46%
- Guarulhos – 27,93%
- Itaquaquecetuba – 29,36%
O índice registrado em Guarulhos está cerca de 11,6 pontos percentuais abaixo da média nacional.
O que provoca as perdas
Especialistas apontam que os principais motivos para o desperdício são:
- Vazamentos em redes de distribuição;
- Tubulações antigas;
- Ligações clandestinas;
- Falhas operacionais;
- Problemas de medição e controle.
Além do impacto ambiental, as perdas elevam os custos do sistema de abastecimento e reduzem a eficiência dos investimentos em saneamento.
Meta nacional
O Marco Legal do Saneamento prevê avanços na eficiência dos sistemas de abastecimento nos próximos anos. A meta do governo federal é reduzir as perdas para 25%, índice considerado mais compatível com padrões internacionais.
Para especialistas do setor, diminuir o desperdício representa uma das formas mais rápidas e econômicas de ampliar a oferta de água sem necessidade de construir novos sistemas de captação e tratamento.


