A busca por mais energia e disposição para enfrentar a rotina de trabalho, estudos e outras atividades tem levado cada vez mais pessoas a recorrerem aos suplementos alimentares. No entanto, segundo o coordenador e professor do curso de Farmácia da Universidade Guarulhos (UNG), Anderson Carniel, esses produtos devem ser utilizados apenas quando houver necessidade comprovada.
De acordo com o especialista, diferentemente dos medicamentos, que atuam no tratamento de doenças e sintomas, os suplementos têm a função de complementar a alimentação com nutrientes específicos, como vitaminas, minerais, aminoácidos, oligoelementos e ácidos graxos, entre eles o ômega 3.
“Os suplementos não têm a finalidade de tratar, curar ou prevenir doenças. Eles servem para complementar a dieta quando existe alguma deficiência nutricional ou necessidade específica”, explica Carniel.
A suplementação é indicada principalmente em situações de deficiência nutricional comprovada por exames laboratoriais, restrições alimentares, gestação, envelhecimento ou doenças que comprometem a absorção de nutrientes. O professor destaca que o diagnóstico correto deve considerar exames de sangue, avaliação clínica e análise dos hábitos alimentares do paciente.
Entre os suplementos mais procurados estão as vitaminas C, D e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco. Também aparecem na lista proteínas e aminoácidos, como whey protein, creatina e BCAA, além de fitoterápicos e probióticos.
Um dos principais exemplos de suplementação frequentemente necessária é a vitamina D. Embora o Brasil seja um país com elevada incidência solar, a rotina moderna faz com que muitas pessoas passem grande parte do tempo em ambientes fechados.
Segundo Anderson Carniel, estudos realizados no estado de São Paulo apontam que aproximadamente metade dos adultos jovens apresenta níveis insuficientes ou deficientes da vitamina, mesmo durante os períodos mais quentes do ano.
Além da vitamina D, o ômega 3 também figura entre os suplementos mais recomendados devido aos benefícios relacionados à saúde cardiovascular e cognitiva.
Outro grupo que necessita obrigatoriamente de suplementação é o dos veganos, especialmente em relação à vitamina B12, nutriente encontrado naturalmente apenas em alimentos de origem animal.
O especialista ressalta ainda que fatores como idade, estilo de vida e capacidade de absorção intestinal podem justificar a suplementação mesmo em pessoas que mantêm uma alimentação considerada equilibrada.
Para quem busca melhorar o desempenho físico ou mental por meio desses produtos, a recomendação é procurar orientação profissional antes de iniciar qualquer suplementação.
“O sucesso do uso dos suplementos depende de uma indicação personalizada. O acompanhamento de médicos, farmacêuticos e nutricionistas é fundamental para garantir segurança e melhores resultados”, finaliza o coordenador da UNG.


