Celebrado anualmente em 19 de junho, o Dia Nacional da Lei Seca relembra a importância da legislação federal sancionada em 2008, que instituiu a tolerância zero para o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas no Brasil. Para marcar a data, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) apresentou um balanço que mostra a ampliação severa das blitze de fiscalização como estratégia contínua para reduzir os sinistros graves e salvar vidas nas vias paulistas.
O volume de ações preventivas vem registrando um salto expressivo. Entre os anos de 2023 e 2025, o total de operações anuais promovidas pelo Detran-SP saltou de 467 para 1.272, um crescimento real de 172%. Na mesma esteira, a quantidade de veículos abordados e vistoriados pelas equipes de segurança subiu de 256.901 para 781.458.
O ritmo de fiscalização segue acelerado. Somente no período acumulado entre janeiro e maio, o estado contabilizou 693 operações integradas, o que representa uma alta de 84,8% em comparação com o mesmo intervalo de meses do ano passado. Ao todo, 357.086 condutores já foram parados em bloqueios organizados de forma estratégica com o suporte técnico de dados do Infosiga, que mapeia os horários e perímetros com maior índice de acidentes.
Recusa ao bafômetro e penalidades administrativas
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece punições rígidas tanto para o motorista que testa positivo quanto para aquele que escolhe não realizar o procedimento de aferição:
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Multa Pesada: Tanto a direção sob a influência de álcool (com índice de até 0,33 mg por litro de ar expelido) quanto a simples recusa em soprar o etilômetro são enquadradas como infrações gravíssimas. O valor da multa é fixado em R$ 2.934,70.
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Suspensão da CNH: O condutor autuado em qualquer uma das duas situações responde a um processo administrativo voltado à suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
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Reincidência: Se o motorista cometer a mesma infração em um período de um ano, a multa é dobrada, atingindo a cifra de R$ 5.869,40. Caso o flagrante ocorra com a carteira já suspensa, abre-se o processo de cassação definitiva da CNH, exigindo que o cidadão espere 24 meses e refaça todo o processo de autoescola do zero.
Quando a infração se transforma em crime de trânsito
Existe um limite que transforma a multa comum em um caso de polícia. Se o motorista soprar o bafômetro e o aparelho marcar 0,34 mg ou mais de álcool, ele não recebe apenas uma infração administrativa: ele é enquadrado por crime de trânsito.
Nesses casos, a punição é imediata e bem mais grave. Além de ter que pagar a multa de R$ 2.934,70 e perder o direito de dirigir, o motorista sai do local preso e é levado direto para a delegacia pelas forças policiais. Se for condenado pela Justiça, a pena pode variar de seis meses a três anos de prisão.

