Um influenciador digital de 24 anos foi preso na terça-feira (30), em Florianópolis (SC), durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, por suspeita de envolvimento em crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet.
A prisão ocorreu durante a Operação Game Over, coordenada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio das Polícias Civil e Científica de Santa Catarina.
Além do mandado de prisão temporária, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. No local, foram recolhidos um computador e um telefone celular. Durante uma análise preliminar do computador, os investigadores localizaram arquivos contendo material de pornografia infantojuvenil.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito possui mais de 200 mil seguidores nas redes sociais, onde produzia conteúdo voltado ao público infantojuvenil, principalmente relacionado a uma plataforma de jogos online.
As investigações apontam que ele prometia às vítimas moedas virtuais utilizadas no jogo e aumento no número de seguidores nas redes sociais em troca do envio de fotos e vídeos de conteúdo sexual. Após receber o primeiro material, o investigado passava a ameaçar divulgar as imagens para familiares das vítimas caso elas não enviassem novos conteúdos.
A investigação teve início após denúncia feita pela família de uma criança de 10 anos. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais identificaram uma segunda vítima, reforçando a suspeita de que outras crianças e adolescentes também possam ter sido aliciados.
De acordo com a delegada Sandra Buzati, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, a cooperação entre as polícias dos dois estados foi decisiva para o cumprimento da operação.
“Crimes praticados no ambiente virtual não respeitam fronteiras. A integração entre as Polícias Civis dos estados permite compartilhar informações, agilizar o cumprimento de medidas judiciais e impedir que criminosos utilizem a distância geográfica para escapar da responsabilização”, afirmou.
As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e aprofundar a apuração dos crimes.

