Um homem de 21 anos investigado por divulgar imagens de maus-tratos a gatos com extrema crueldade foi preso nesta quarta-feira (5), em Mesquita, no Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo. A ação foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a partir de uma investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Guarulhos.
O suspeito também foi preso em flagrante por outro crime. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram conteúdo de pornografia infantil armazenado no celular do investigado.
Segundo a investigação, o homem utilizava uma identidade falsa em plataformas virtuais para conquistar a confiança de outros usuários e ampliar sua rede de contatos. A partir do perfil, ele publicava imagens de crueldade contra gatos e buscava cooptar novas vítimas.
Investigação durou seis meses
A localização do suspeito foi possível após um trabalho de inteligência do Noad. Durante aproximadamente seis meses, equipes especializadas monitoraram a atuação do homem em redes sociais e plataformas de jogos online.
Os investigadores identificaram uma brecha que permitiu rastrear o paradeiro do suspeito e cumprir a ordem judicial em Mesquita.
Durante a operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais. Os itens serão submetidos à perícia e analisados pela Polícia Civil de São Paulo para auxiliar no avanço das investigações.
Noad monitora crimes no ambiente virtual
Criado pelo Governo de São Paulo em 2024, o Núcleo de Observação e Análise Digital mantém monitoramento contínuo de cerca de 2.006 alvos e atua 24 horas por dia no acompanhamento de crimes praticados ou planejados na internet.
O trabalho reúne policiais e peritos digitais que acompanham redes sociais, plataformas de jogos online e fóruns.
Até julho deste ano, a atuação do núcleo contribuiu para o salvamento de 411 vítimas e 1.108 animais envolvidos em desafios e crimes praticados pela internet.
Além de identificar suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes, o Noad atua na prevenção de estupro virtual, automutilação induzida, incitação ao suicídio, disseminação de pornografia infantil e ameaças de ataques planejados no ambiente digital.


