Os desmontes de veículos podem ser uma alternativa para quem busca peças usadas para reposição ou reparos, mas a compra exige atenção à procedência dos produtos e à regularidade do estabelecimento. O consumidor deve verificar se o local é autorizado pelo Detran-SP e se a peça possui identificação que permita rastrear sua origem.
Além de evitar a compra de componentes provenientes de veículos furtados ou roubados, os cuidados ajudam a garantir que a peça tenha condições adequadas de segurança para ser utilizada no automóvel.
Confira se o estabelecimento é credenciado
Antes de realizar a compra, o consumidor deve verificar se o desmonte está autorizado a funcionar pelo Detran-SP. Os estabelecimentos regularizados, chamados de agentes regulados, podem ser consultados no portal do órgão.
A página de Consulta de Agentes Regulados reúne informações sobre empresas e profissionais autorizados a prestar diferentes serviços, incluindo os desmontes de veículos.
Verifique a origem da peça
Outra medida importante é conferir a procedência da peça antes da compra. O Detran-SP disponibiliza uma ferramenta que permite consultar a origem de autopeças usadas por meio do número de identificação presente na etiqueta do produto.
A pesquisa também pode ser realizada pelo aplicativo do órgão de trânsito. Nesse caso, além da numeração, o consumidor pode utilizar o QR Code disponível na etiqueta para verificar a procedência do componente.
Atenção aos itens de segurança
Nem todas as peças retiradas de veículos podem ser reutilizadas. Por determinação legal, componentes relacionados à segurança devem ser destruídos ou encaminhados para reciclagem e recondicionamento industrial.
Entre os itens que têm o reúso proibido estão:
- airbags e subcomponentes;
- sistema de freios, incluindo discos, pinças, hidrovácuo e ABS;
- cintos de segurança e pré-tensionadores;
- caixa e sistema de direção;
- componentes da suspensão, como amortecedores, bandejas e molas;
- sistema de controle de estabilidade;
- vidros de segurança que contenham a gravação original do chassi.
Por isso, o consumidor deve desconfiar de estabelecimentos que ofereçam esses componentes como peças usadas para reutilização no veículo.
Fiscalização aumentou em 2026
O Detran-SP ampliou a fiscalização sobre os desmontes de veículos neste ano. Entre janeiro e julho de 2026, foram realizadas 1.230 fiscalizações, contra 457 no mesmo período de 2025.
O número representa um aumento de 169% nas ações realizadas pelo órgão. A fiscalização busca verificar o cumprimento das regras pelos estabelecimentos e contribuir para o combate ao comércio irregular de peças automotivas.


