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OMS lança primeiro guia global para combater a obesidade em crianças e adolescentes

OMS lança primeiro guia global para combater a obesidade (Foto-Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
OMS lança primeiro guia global para combater a obesidade (Foto-Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
OMS lança 1º guia global contra obesidade infantil e juvenil. Veja recomendações sobre alimentação, medicamentos e cirurgia bariátrica

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta quarta-feira, 7 de outubro, o seu primeiro guia global com diretrizes voltadas à prevenção e ao tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. Conforme os dados da entidade, a taxa de prevalência da enfermidade nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, avançando de 2% para 8%. Em 2024, estimava-se que 170 milhões de jovens entre 5 e 19 anos vivessem com a condição no mundo.

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A OMS conceitua a obesidade como uma doença crônica e recorrente que acarreta riscos físicos precoces como o surgimento de diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares, além de provocar impactos socioemocionais significativos, a exemplo de estigma, discriminação e episódios de bullying.

Abordagens terapêuticas por faixa etária

As recomendações prioritárias para o tratamento incluem intervenções estruturadas que associem nutrição equilibrada, incentivo à prática de atividade física e suporte comportamental, com apoio de ferramentas de saúde digital sob supervisão familiar:

  • Crianças até 9 anos: A diretriz orienta não indicar cirurgia bariátrica, dispositivos para perda de peso ou medicamentos antiobesidade para esta faixa etária.

  • Adolescentes de 10 a 19 anos: O uso de fármacos aprovados (incluindo as canetas emagrecedoras) pode ser considerado quando os programas de reeducação comportamental supervisionados não surtirem o efeito esperado. A cirurgia bariátrica pode ser avaliada exclusivamente para quadros de obesidade grave e sob critérios clínicos rigorosos.

Saúde mental e políticas públicas

O documento orienta as equipes médicas a monitorar e tratar preventivamente manifestações de ansiedade, depressão e baixa autoestima, frequentemente associadas ao isolamento social e ao sedentarismo no público infantojuvenil.

A organização enfatiza ainda que a abordagem clínica individual deve ser acompanhada por políticas públicas intersetoriais abrangendo educação, planejamento urbano e transporte público para garantir ambientes seguros à prática esportiva e amplo acesso a alimentos saudáveis a custos acessíveis.