O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) foi transferido na manhã desta terça-feira (20) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. A mudança ocorre após denúncias de supostas regalias concedidas ao político durante o período em que esteve preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Investigação apura possíveis privilégios na prisão
O Ministério Público de São Paulo investiga suspeitas de tratamento privilegiado ao ex-parlamentar durante a custódia. Entre os pontos apurados estão possíveis visitas fora dos dias e horários permitidos e a entrada de itens não autorizados na unidade prisional.
Dois celulares também foram encontrados na cela de Milton Leite, segundo informações divulgadas pela imprensa. A investigação apura possíveis crimes de corrupção ativa e passiva e prevaricação.
No desdobramento do caso, cinco policiais civis — três delegados, um investigador e um carcereiro — foram afastados enquanto as suspeitas são investigadas.
A defesa também declarou não ter tido acesso aos autos da investigação do Ministério Público. As suspeitas ainda precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
Milton Leite está preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público de São Paulo.
Os investigadores apuram possíveis ligações do ex-parlamentar com empresas de ônibus, incluindo a Transwolff, apontada pelas autoridades como ligada ao esquema investigado. Milton Leite nega envolvimento com a facção criminosa e afirma não ser proprietário da empresa.


