Mesmo diante da crise hídrica que assola o Estado de São Paulo, é possível encontrarmos na cidade pontos em que o desperdício de água é acintoso. E apesar do pouco recurso natural que o município possui para exploração do referido insumo, o Governo Municipal entende que a extração dele é legal e não compete à Administração Pública local a sua fiscalização.
Da mesma forma que a Prefeitura se exime de qualquer responsabilidade sobre a fiscalização do uso da água no município, ela também ressalta que compete ao Daee (Departamento de Águas e Energias Elétricas) fiscalizar qualquer irregularidade na utilização deste insumo natural. No entanto, o GuarulhosWeb entrou em contato com o órgão fiscalizador, por e-mail, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Diante deste cenário, o Poder Executivo confirmou que a exploração da água é possível e legal, desde que o explorador possua as outorgas necessárias emitidas pelo Daee, que segundo o Governo Municipal é o responsável pelas emissões e a fiscalização desse tipo de água. Mas, não confirma se a rede de hotéis que explora a água possui este tipo de autorização do órgão estadual.
A cidade de Guarulhos adquire junto à Sabesp (Saneamento Básico de São Paulo) 87% da água que consome. O município é responsável por apenas 13%. Ela é abastecida pelos sistemas de abastecimento Cantareira, que abastece os bairros da região central e totaliza 65%, e o Alto Tietê, que atende as regiões periféricas com capacidade para atender outros 22% da população guarulhense.
Na última quarta-feira, 11, a reportagem do GuarulhosWeb ouviu moradores e comerciantes, que preferiram não se identificar, e demonstraram muita indignação com o evidente desperdício de água constatado. A direção da rede hoteleira foi procurada, novamente, mas não quis se pronunciar sobre o caso.
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