Economia

Acerto entre Levy e Renan sobre dívida traz alívio e juros fecham em queda

As taxas de juros futuros terminaram em viés de queda a sessão desta quarta-feira, 25, sobretudo os contratos a partir do trecho intermediário da curva. A inversão de trajetória, durante a tarde, está ligada ao cenário político doméstico. O alívio veio após o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ter conseguido o adiamento da votação do projeto que altera os indexadores das dívidas de Estados e municípios, depois da derrota do governo na Câmara ontem. Levy passou a manhã reunido com senadores.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu adiar para a semana que vem a votação do projeto, prevista originalmente para hoje. O peemedebista aceitou esperar para apreciar o projeto na próxima semana, após a vinda de Levy à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para detalhar o plano de ajuste fiscal elaborado pela equipe econômica.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 (217.215 contratos) indicava 13,53%, de 13,56% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2017 (313.310 contratos) apontava 13,40%, de 13,44% no ajuste anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 (110.040 contratos) projetava 12,95%, ante 12,93% de ontem.

Nos Estados Unidos, nesta tarde o juro da T-note de 10 anos estava em 1,913%, de 1,915% no fim da tarde de ontem.