Uma oficina de histórias em quadrinhos idealizada por um adolescente em medida socioeducativa mobilizou outros 11 jovens na unidade Guayi da Fundação CASA, em Guarulhos. A atividade, realizada durante o período de férias, uniu arte e tecnologia e resultou na criação de HQs baseadas nas próprias vivências dos participantes.
A iniciativa surgiu após o jovem identificar o talento de outro interno para o desenho. Com experiência prévia em curso on-line de programação, ele propôs integrar a linguagem dos quadrinhos aos conhecimentos em tecnologia. O que começou como uma proposta individual se transformou em um projeto coletivo dentro da unidade.
Arte como ferramenta de expressão
Durante os encontros, os adolescentes desenvolveram roteiros, personagens e cenas a partir de temas escolhidos por eles, como primeiro emprego, bullying, amizade, privação de liberdade e trajetórias pessoais.
Além da parte criativa, os participantes aprenderam noções básicas de edição de imagens e áudio, ampliando o contato com ferramentas digitais e fortalecendo habilidades técnicas.
Protagonismo juvenil e ressocialização
A presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, destacou a importância do protagonismo juvenil no processo socioeducativo. Segundo ela, quando o próprio adolescente propõe e conduz uma atividade, há fortalecimento da autoconfiança, desenvolvimento de competências e ampliação das perspectivas de futuro.
O agente educacional Diego Frederico ressaltou que a oficina permitiu aos jovens ressignificar experiências. Ao transformar suas histórias em narrativas, eles têm a oportunidade de refletir sobre escolhas e enxergar novos caminhos além do ato infracional.
Apresentação das produções
As histórias em quadrinhos produzidas na unidade serão apresentadas pela instituição. Para preservar a identidade dos adolescentes, serão utilizados nomes fictícios.
A iniciativa reforça o papel da arte e da tecnologia como instrumentos de expressão, aprendizado e transformação social dentro do sistema socioeducativo.



