Estadão

Após três ataques a tiro no Ceará, governador diz que pode pedir reforço do governo federal

Após três ataques a tiros no Ceará, com 12 mortos, incluindo uma criança de 10 anos, o governador Elmano de Freitas (PT) disse que operações de combate ao crime serão intensificadas e que, caso necessário, não hesitará em solicitar reforços do governo federal. Ele disse que já entrou em contato com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para relatar a situação.

"Cearenses, acompanhei com imensa indignação ações de criminosos contra nossa população nas últimas horas. Dessa vez, atacando de forma covarde algumas pessoas inocentes. Isso ocorre na sequência da intensificação das operações de combate ao crime que temos realizado e do anúncio de novas e mais duras medidas de enfrentamento às organizações criminosas, juntamente com a Justiça e o Ministério Público", afirmou em pronunciamento feito no sábado, 22.

Na quinta-feira, 20, oito pessoas foram executadas a tiros em uma praça no centro da cidade de Viçosa do Ceará, na região norte do Estado. A chacina aconteceu por volta das 3h da manhã.

Já na noite da sexta, 21, a polícia local registrou um duplo homicídio no bairro Mondubim, em Fortaleza. Dois homens foram feridos por disparos de arma de fogo, em via pública, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Um homem de 23 anos morreu no local e outro, de 30 anos, foi socorrido, mas faleceu na unidade de saúde.

Também na sexta à noite em Fortaleza, no bairro Barroso, outro ataque a tiros foi registrado em um campo de futebol. Uma mulher de 48 anos e uma criança de 10 anos, atingidas pelos disparos, morreram no local, e várias crianças ficaram feridas. A SSPDS informou ter capturado um adulto e um adolescente suspeitos de envolvimento no caso.

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