Cidades

Área de concessão da prefeitura no Santa Mena se transforma em terra de ninguém

Viela é ocupada por carros dos dois lados, além de facilitar o acúmulo de usuários de drogas

O trecho das ruas Eduardo, Mena, Pitanga e Ubiratã, no Jardim Santa Mena tem virado um território sem lei. Os moradores da região são obrigados a conviver com alto número de usuários de drogas, furtos e desrespeito à convivência entre a vizinhança.

Segundo os moradores, um dos grandes problemas do bairro é a faixa de terreno do município que foi repassado a algumas famílias em regime de concessão, próximo à Avenida Salgado Filho. "Ao lado do boteco tem uma oficina e a rua é estreita. O ruim é que eles consertam os carros, que ficam dos dois lados, na rua impedindo muitas vezes a passagem. Duvido que ali exista algum comércio com licença de funcionamento", disse uma moradora que não quis se identificar.

Outro morador do local também reclamou dos ocupantes da área. "Nós pagamos todos os impostos e se deixarmos nosso carro estacionado sobre a calçada de nossa própria casa levamos uma multa. E lá, quem fiscaliza?", questionou ele enquanto reclamava que os imóveis da região estão sendo desvalorizados no mercado.

A população da região também reclamado alto número de usuários de drogas que transitam pelo local. "A Rua Cabo Joaquim Severino tem sido um problema, pois muitas pessoas aproveitam o fato dela ser uma rua estreita e de pouco movimento para se drogarem ali. Sem contar que muitas pessoas já foram roubadas nessa rua e outras jogam nela seus entulhos e até lixos orgânicos", disse outra pessoa.

Os moradores reforçam ainda que furtos na região também são frequentes. "Entraram em minha casa às 11h da manhã e levaram algumas ferramentas minhas e esses dias roubaram o tacógrafo de caminhão aqui na rua. Tudo coisa de ‘nóia (denominação dada para identificar usuários de drogas)", disse um deles.

A praça, beirando a Rua Papillon e onde está instalada a UBS do Jardim Flor da Montanha, também é ponto de encontro entre os usuários de droga. A reportagem do Hoje flagrou uma dupla na praça que não se importou com a movimentação das pessoas no local e continuou fumando seu cigarro de maconha sem serem incomodados.

Um dos moradores da região disse que a cena é comum. "O que nós vamos fazer: reclamar e arrumar confusão? A gente tem de fingir que não vê", finalizou.